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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Bob Lazar

Robert Scott Lazar (Coral Gables26 de janeiro de 1959), também conhecido por Bob Lazar, é um físico norte-americano que se notabilizou pela polêmica causada nas discussões sobre OVNIs acerca da Área 51. Lazar alega ter trabalhado de 1988 a 1989 como físico em uma área chamada S-4, localizada perto deGroom LakeNevada, próximo à Área 51. De acordo com Lazar, S-4 servia como um esconderijo militar para o estudo de discos voadores extraterrestres. O físico diz ter visto nove discos diferentes lá. Ele também fornece detalhes sobre o modo de propulsão das naves.


O repórter George Knapp foi o único que, através de sua entrevista com Bob Lazar há quase três décadas, trouxe ao mundo, informações sobre a Área 51 e a engenharia reversa aplicada a naves alienígenas recuperadas. 
No aniversário desta entrevista, Knapp conseguiu convencer um relutante Lazar de viajar para Las Vegas para discutir a Área 51 novamente e até mesmo para uma exibição que será realizada neste sábado, no Museu Nacional do Teste atômico.


Em 1989, Lazar afirmou ter trabalhado em engenharia reversa aplicada a tecnologia alienígena em uma instalação secreta chamada S -4, que foi construída ao sul do principal sítio de Área 51. Alegou que foi demitido do lugar depois que eles descobriram como ele estava vazando informações e alertando seus amigos sobre os melhores locais para observar os voos de teste de naves movidas com tecnologia alienígena, tecnologia em que trabalhou para tentar replicar . Críticos descartam as afirmações deste cientista baseado principalmente na falta de provas e a falta de documentação que apoie a sua educação e trabalho. Mas Lazar defendeu afirmando que o governo suprimiu estes documentos e arquivos, e diz que mantém firmemente o que ele disse .

Em agosto de 2013, a CIA desclassificou e reconheceu a existência da Área 51. Quando a NBC News contatou Lazar para perguntar o que ele achava, ele mostrou pouco impressionado. “Houve um minúsculo passo de bebê a frente … Talvez em uma década daqui pra frente percebam sobre a existência de uma área S -4 . ” Nos últimos anos , os cientistas têm mantido um perfil baixo e não querem falar sobre isso. Na verdade , o repórter que o entrevistou em 1989 teve de se empenhar para obter uma declaração para esta ocasião especial . E , embora ele Lazar continua a defender o que ele disse há 25 anos, não está interessado em que alguém acredite ou não acredite nele .
“Olha, eu não estou disponível para conferências de OVNIs e outras produções. Isto não é um negócio para mim. Estou tentando ir bem no meu negócio e se eu sou um cientista rotulado ‘de UFOs’, acho que é realmente difícil. Me beneficia se as pessoas não crerem na minha história”, disse ele a Knapp . Junto com sua esposa, o entrevistado tem um negócio de equipamentos científicos em Michigan chamada United Nuclear. Na mente de Bob Lazar não existe nenhuma dúvida sobre a tecnologia alienígena na Área 51 , “Eu sei que o que aconteceu é verdade. Eu não tenho nenhuma dúvida. Ponto.”
Lembro que lá na década de 80, Bob Lazar disse que o elemento 115, inexistente na nossa tabela periódica, era parte de um segredo, um combustível para os discos voadores. No entanto só no de 2013, cientistas suecos confirmaram a descoberta de cientistas russos, de que o elemento 115 realmente existe, embora o mesmo não exista de forma estável na natureza. 

Bob Lazar e o Elemento 115

governo dos Estados Unidos da América esconde, no Deserto de Nevada, fatos que afetam a nossa História, nossa Filosofia, nossa vida e até a nossa religião. Talvez sabendo disso, o próprio Vaticano quis contatar-me. Em 1991, o Papa em pessoa solicitou ao repórter George Knapp, de Las Vegas, informações a meu respeito e sobre como encontrar-me”.

Será, por certo, muito difícil que Sua Santidade, mesmo utilizando-se de toda sua poderosa influência, consiga localizar o físico e cientista nuclear Robert Lazar, o qual trabalhou sob contrato para o governo americano durante algum tempo e hoje acha-se em local ignorado, por razões extremas de segurança pessoal!

Lazar começou a sua espantosa aventura precisamente em 1988 quando foi contratado para trabalhar em projetos especiais na área de testes da Base Aérea de Nellis (porém em local bem distante dela, ao qual somente tinha acesso o pessoal devidamente autorizado), onde se engajou numa atividade ultra-sigilosa – associada a um projeto denominado GALILEU.

Esse projeto era especificamente destinado ao estudo e avaliação quanto às formas de propulsão dos diversos tipos de Discos Voadores ali guardados e que de alguma forma vieram a se tornar propriedades do governo americano. Em princípio, Lazar foi alocado para atuação no sistema de reação/propulsão/gravidade de uma dessas naves, recuperada intacta. Nos diversos documentos aos quais tivera acesso, pôde efetivamente examinar dezenas de fotografias de outras máquinas alienígenas recuperadas, além de informações pertinentes às conclusões dos técnicos que o tinham precedido nessas atividades.

Debaixo de um rígido esquema de segurança ele e outros cientistas dedicavam-se à procura da solução para o grande mistério representado pelo mecanismo, ou sistema, que os impulsionava. Robert Lazar chegou, de fato, a penetrar no interior do OVNI o qual estudava, relatando que este possuía 3,5 de altura por 15 metros de diâmetro. Sua constituição era semelhante ao aço ou alumínio polido, porém de um material extremamente resistente e desconhecido. Nele não se viam emendas ou arrebites, parecendo ter sido moldado em uma única peça, talvez por sistema de injeção – assim como fazemos com os artefatos plásticos!

No seu interior achavam-se pequenos assentos, impossíveis de serem utilizados por humanos normais, além de o teto ser excessivamente baixo, obrigando-o a se curvar em alguns pontos da nave. Inexistiam ângulos retos, apenas formas bem arredondadas e suaves. O tão esperado sistema de propulsão era composto por algo que se assemelhava a um reator nuclear, produzindo ANTIMATÉRIA e reagindo com a matéria através de uma espécie de aniquilação.

De reduzidas dimensões, 30 centímetros de altura por apenas 45 cm de diâmetro, esse fantástico artefato tecnológico e que se situava em uma região central do disco, operava harmoniosamente em função dos padrões estruturais do próprio aparelho! Segundo Lazar, a forma como esse dispositivo acelerava prótons no reator e a maneira como o calor era convertido em um certo tipo de eletricidade faziam-se incrivelmente uniformes, obtendo assim uma eficácia dinâmica que atingia aos 100% da sua capacidade – estando, portanto, muito à frente daquilo que iremos conhecer nos próximos dois ou três séculos, opinião que, aliás, torna-se procedente já que os documentos aos quais teve acesso diziam que essas naves são provenientes de civilizações muitos milênios adiante da nossa!

Esse insólito mini-reator mostrou ser alimentado por um tipo de elemento não existente na Terra. Após proceder extensas pesquisas relativas à Tabela Periódica dos Elementos e à sua associação, ou interação, com o estranho propulsor, Robert Lazar constatou que ele não se ligava de forma alguma àquilo que era conhecido. Portanto, para fins de atribuição de uma identidade, os membros da sua equipe de estudos batizaram-no de ELEMENTO 115.

Ora, tal elemento inteiramente novo demonstrou de fato ser possuidor de notáveis propriedades: tornava-se em alguns momentos estável e deixava de ser radioativo. Podia ser utilizado no interior do reator como propelente e também como gerador de campos energéticos, os quais por sua vez eram aumentados ou amplificados pelos campos gravitacionais gerados pela própria nave!

Foi encontrada uma grande quantidade desse curioso elemento no interior daquele OVNI, sob a forma de reduzidos discos destacáveis, a partir dos quais pequenos pedaços triangulares podiam ser retirados para fins de alimentação do reator. Esses pequenos triângulos eram dotados de tonalidade alaranjada e extremamente pesados, sendo manuseados com muita cautela pelos cientistas envolvidos na Operação Galileu – muito embora não aparentassem emitir radioatividade.

Nos OVNIs guardados naquelas instalações super-secretas, existiam três poderosos amplificadores de natureza gravitacional. Suas funções, ao que descobriu, eram exatamente ampliar as ondas de gravidade em contraposição às da Terra. Ômicron e Delta foram batizadas como as formas de operação daquelas naves, já que o funcionamento desses amplificadores eram sincronizados de acordo com o modus-operandi do deslocamento ou da inércia em pleno ar!

Foi ainda verificado que pelo menos naquele tipo particular de OVNI o qual ele estudava, eram produzidos seus próprios e específicos campos gravitacionais, com o propósito específico de DISTORCEREM DE ALGUMA FORMA O TEMPO E O PRÓPRIO ESPAÇO! A equipe de Lazar conseguiu efetivamente colocar em funcionamento esse aparelho, tendo os pilotos de testes designados para a missão conseguido elevá-lo a cerca de 10 metros do solo – sem a emissão de qualquer ruído, aliás uma das características predominantes dos OVNIs.

Segundo apurou na detalhada documentação a essa nave pertinente, sua origem seria um aglomerado de estrelas de ZETA RETICULI. Como chegara até a Base de Nellis jamais conseguiu saber! Nesses mesmos documentos, havia menções esparsas relativas a um contato mantido entre as autoridades governamentais e militares dos EUA e representações alienígenas. Certos dados associados às datas e resoluções decorrentes desses encontros estavam cifrados por códigos, aos quais por razões de segurança não tivera o devido acesso.

Outras informações complementares davam conta que alguns seres extraterrestres, portadores de um estágio evolutivo imensamente superior ao nosso, estavam visitando o nosso planeta há pelo menos 10 mil anos e que nós seríamos de certa forma os seus próprios descendentes!

Lazar, que diante dessas incríveis revelações passou a demonstrar um interesse além do científico pelo assunto, foi subitamente alijado de certos níveis de segurança que permitiam seu acesso aos pontos mais avançados da questão alienígena. Suas ligações telefônicas passaram a ser descaradamente interceptadas e sob a alegação que estaria enfrentando problemas de relacionamento conjugal, o que, segundo alegações dos seus superiores, viria a representar um eventual fator de desequilíbrio e instabilidade emocional, foi subitamente e sem maiores explicações dispensado do Projeto Galileu, tendo sido o seu contrato de trabalho inapelavelmente rescindido.

Já inteiramente afastado daquelas atividades começou a falar demais e até levou certas pessoas do seu relacionamento para as proximidades daquela área secreta de testes, onde efetivamente foram vistos e até fotografados os vôos experimentais dos OVNIs recuperados!

Percebendo que a essas alturas a sua integridade física e por extensão a sua própria vida passaram a correr riscos, uma vez que aquilo que classificou de SILENCIADORES passaram a caçá-lo, por sugestão do repórter George Knapp, da TV-KLAS de Las Vegas, literalmente “botou a boca no trombone” revelando publicamente estes fatos – pois se viesse a ser assassinado, a opinião pública ficaria ciente quanto à veracidade dessas declarações e por sua vez o governo americano ficaria definitivamente em maus lençóis.

Vigiado ostensivamente 24 horas por dia a partir de 1990, quando ocorrera a sua dispensa do Projeto Galileu, dedicou-se a uma firma de sua propriedade ligada à área de Informática e sistemas avançados de segurança. recebeu então um chamado para efetuar a automatização de um luxuoso bordel, situado nas cercanias de Las Vegas. Obviamente vítima de uma armadilha que visava a desmoralizá-lo perante a opinião pública, foi detido em razão de nada menos que seis acusações por delitos graves que lhes foram imputadas, inclusive exploração de lenocínio e a absurda suspeita de ser proprietário daquele prostíbulo!

Por sua vez, a USAF declarou publicamente desconhecer o tal Robert Lazar, de acordo com os seus comunicados à imprensa, um cientista que jamais trabalhara no seu quadro funcional, muito menos na Base aérea de Nellis.

Esse foi decididamente o golpe final na carreira do outrora brilhante físico nuclear que se atrevera a falar demais. Tendo sido obviamente absolvido das estapafúrdias acusações das quais fora vítima, resolveu sumir do mapa antes que as coisas piorassem. Já que a partir desses fatos, muito bem orquestrados por sinal, tornara-se um alvo extremamente fraco e vulnerável! Na verdade, ninguém iria mesmo se importar se acaso alguém rotulado como cáften além de tudo impostor e mentiroso, assim como pretendiam as autoridades, fosse justiçado em uma esquina qualquer de uma cidade grande.


 

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Teoria Diz Que a Viagem No Tempo Poderia Criar "Doppelgangers" Que Se Destruiriam.



Imagine um futuro em que você pudesse viajar de volta no tempo para encontrar seus antepassados. Aliás, este é um roteiro bem comum em filmes de ficção científica. Pessoas viajando de volta no tempo, voando através do espaço a velocidades superiores a da luz. Geralmente elas se metem em alguma confusão durante todo este processo, não é mesmo?

Robert Nemiroff, físico da Universidade
de Tecnologia de Michigan, nos EUA
A maioria dos físicos acha que este cenário é impossível, mas vamos esquecer isso por alguns segundos, e nos fazer a seguinte pergunta: se uma viagem no tempo desta forma fosse possível, como ela funcionaria?

Segundo uma teoria radical formulada por Robert Nemiroff, um físico da Universidade de Tecnologia de Michigan, nos EUA, o ato de viajar no tempo em velocidades maiores do que a luz, criaria várias versões de você mesmo, algumas vivendo no tempo presente, enquanto outras se deslocariam para o passado. Os seus "doppelgangers" estariam destinados a se encontrar, e assim que o fizessem, eles destruiriam um ao outro.

"Ouvi muitas vezes, que viajar mais rápido do que a luz, resultaria em uma viagem de volta ao passado. Mesmo eu sendo um astrofísico profissional, eu não entendia os detalhes sobre como isso poderia funcionar", disse Robert em uma entrevista concedida para o jornal britânico Daily Mail.

Parece ficção científica, mas Robert elaborou equações matemáticas para mostrar como isso pode funcionar usando nossa compreensão atual da ciência. Robert as descreveu em um artigo publicado em maio deste ano no site arXiv.

Entretanto, em uma entrevista para o site LiveScience, Robert disse: "A experimentação disso é provavelmente impossível. Não acredito que você possa criar uma nave espacial que pudesse viajar mais rápido do que a luz".

Mais Rápido Do Que A Luz

Todo mundo já ouviu que segundo a teoria da Relatividade Especial de Albert Einstein, nada pode viajar mais rápido do que a luz no vácuo. No entanto, não é bem assim: essas velocidades são tecnicamente possíveis, mas a relatividade diz que qualquer coisa com massa, se torna cada vez mais pesada a medida que a velocidade aumenta. Alcançar e superar a velocidade da luz necessitaria de energia infinita.

Sabine Hossenfelder, do Instituto Nórdico
de Física Teórica
Estranhamente, segundo Robert Nemiroff, embora a matemática diga que objetos podem viajar mais rápido do que a velocidade da luz, ela também diz que eles não conseguiriam desacelerar para uma velocidade inferior a da luz.

"É apenas o que se acredita, e quando digo isso me refiro ao que a maioria dos físicos acreditam, que não há nada que possa viajar mais rápido que a luz", disse Sabine Hossenfelder, uma fisicista teórica do Nordita (Instituto Nórdico de Física Teórica), localizado em Estocolmo, na Suécia. Sabine tem um blog chamado BackReaction, mas não participou do artigo.

Enquanto os físicos podem enviar partículas subatômicas chamadas "múons" a frente no tempo, o problema com a viagem de volta ao passado é uma casualidade. O tempo é como uma seta que aponta para uma determinada direção, e esta direção aponta para a frente. Sem esta proteção, todos os tipos de situações absurdas poderiam acontecer, tais como os paradoxos apontados no filme "De Volta para o Futuro", e outros filmes de ficção científica. Se você voltar no tempo e matar seu avô antes que ele tenha o seu pai, como você teria existido para voltar no tempo e matá-lo?

"Entretanto, estranhamente, nem a Relatividade Especial, nem a Física de partículas possuem uma orientação em relação ao tempo. Na verdade antipartículas, as parceiras de antimatéria das partículas normais, podem ser interpretadas tanto como partículas de antimatéria que viajam a frente do tempo quanto partículas reais que estivessem viajando de volta no tempo", disse Hossenfelder.

"As equações da Relatividade Especial mostram, que um objeto que possa ser mais rápido do que a velocidade da luz, iria viajar de volta no tempo", completou. 

O "Doppelganger" Da Nave Espacial

Para entender as implicações da relatividade a respeito da viagem de volta no tempo, Robert Nemiroff transformou seus números da equação em um caso muito simples. Em sua hipótese, uma nave espacial seria lançada através de uma plataforma a uma velocidade cinco vezes maior do que a velocidade da luz, até um planeta que ficasse a cerca de 10 anos-luz de distância. Em seguida, a nave daria uma volta ao redor do planeta, rumo a Terra novamente. A nave espacial então pousaria em um local não muito longe de onde decolou.

Os pesquisadores especulam, que isso se acabaria gerando duas naves espaciais fantasmas, uma com uma massa negativa e outra com uma massa positiva, e que surgiriam do nada.

Outros métodos propostos de viagem no tempo, como viajar através
de um wormhole na curvatura espaço-tempo não foi abordado no estudo
Cinco anos após a decolagem as pessoas veriam uma aparição muito estranha. Isso porque a luz da nave espacial viaja mais lentamente do que a própria nave espacial. Após a nave voltar e aterrissar, as pessoas veriam as imagens da nave decolando e outro "doppelganger" da nave voltando.

Oito anos mais tarde, as coisas ficariam ainda mais estranhas. Uma imagem da nave espacial parada na pista de pouso ainda seria visível, assim como outras duas imagens (talvez como hologramas) da nave espacial decolando e voltando do vôo. Só que desta vez, ambas as imagens ficariam mais distante, como se a nave espacial estivesse viajando de volta no tempo.

Finalmente, após um pouco mais de 10 anos, os "doppelgangers" das naves espaciais destruiriam uns aos outros, e você veria apenas a nave especial parada na pista de pouso.

Tudo isso cria muito mais perguntas do que respostas. Como tudo iria funcionar? Do que os "doppelgangers" seriam feitos? Qual deles seria o "real"? Seria este um fenômeno agindo através do comportamento de partículas quânticas emaranhadas? O que as pessoas da nave espacial estariam fazendo?

"Isso não faz muito sentido, e duvido que você iria querer saber mais a fundo para ver se seria realmente possível", disse Sabine Hossenfelder, em entrevista para o site LiveScience.

"Ainda assim, o estudo é extremamente valioso como uma ferramenta de ensino", completou.

Vale lembrar que outros métodos propostos de viagem no tempo, tais como viajar através de um wormhole (buraco de minhoca) na curvatura espaço-tempo, não foram abordados no estudo.

O Exemplo de Doctor Who

"Vou usar como exemplo o seriado Doctor Who. Se houvesse dois doutores em pé, um bem ao lado do outro, acreditamos que um terceiro doutor tem que existir, com massa negativa, viajando mais rápido do que a luz", explicou o professor Nemiroff.

"Este terceiro doutor está destinado a se encontrar com um dos médicos originais, e juntamente com ele desaparecer. Este doutor "superluminial" também pareceria estar se movendo de volta no tempo", completou.

Caímos aqui no mesmo questionamento da nave especial. Do que esses "doppelgangers" seriam feitos? Qual deles seria o real? O físico diz que ele não tem as respostas, mas apesar de tudo, ele não acha que isso seria totalmente impossível.

"Infelizmente não parece possível fazer que coisas físicas viajem mais rápido do que a luz, e isto é um passo fundamental", disse ele.

"Podemos fazer com que sombras e pontos de luz a partir de canetas laser pareçam se mover mais rápido, mas ninguém jamais foi capaz de fazer algo físico, com massa, se mover tão rápido assim", continuou.

"Então, a viagem de volta no tempo parece impossível, pelo menos atualmente", finalizou.

Veja nossos vídeos sobre "doppelgänger" e viagem no tempo:

Viagem no Tempo: Como Fazer, Paradoxos, Viajantes e mais...
Cronovisor: A Primeira Máquina do Tempo!
Doppelgänger, a sua Cópia Idêntica!

Nota do tradutor: Alguém depois disso arriscaria algum palpite sobre a série "The Flash"?  Tem muita informação nesta notícia, que poderia ser aplicada de forma interessante no conceito que quiseram passar na série. Só nos resta esperar pela a segunda temporada, não é mesmo?

Tradução/Adaptação: Marco Faustino

Fontes:http://www.assombrado.com.br
http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-3178923/Back-future-Time-travel-create-doppelgangers-ultimately-destroy-claims-radical-theory.html

http://www.livescience.com/51648-how-time-travel-would-work.html
http://arxiv.org/abs/1505.07489

sábado, 21 de dezembro de 2013

Teoria das cordas



Um dos maiores sonhos dos físicos, para muitos deles mesmo o maior, consiste em encontrar as quatro forças fundamentais unificadas (forças gravítica, electromagnética, nuclear fraca e nuclear forte). Tal unificação é muitas vezes denominada de Theory of Everything, TOE. Pretende-se em última análise unificar a relatividade geral e a mecânica quântica, já que as outras forças já se encontram unificadas. Uma das teorias concorrentes mais conhecidas é a Teoria de cordas.


As tentativas de chegar à TOE começaram ainda na primeira metade do século XX. Em 1919, o polaco Theodor Kaluza partiu das equações da relatividade geral e, desprezando as massas e expandindo o problema a cinco dimensões (quatro espaciais e uma temporal), unificou os campos gravitacional e electromagnético. Porém, para chegar a este resultado, teve de anular arbitrariamente a dependência da quinta dimensão durante a demonstração. Ora, se uma quinta dimensão não observável já levantava questões, o desaparecimento dela no decorrer da demonstração foi o argumento final que levou a que esta teoria fosse ignorada pela comunidade científica.

Em 1926, Oskar Klein resolveu o problema de Kaluza, propondo que uma das cinco dimensões se dobrava sobre si própria, deixando de poder ser observada, sendo o raio de curvatura da ordem dos 10^−35 m. Apesar de resolver certas questões em aberto (como a quantificação da carga), esta rectificação previa a existência de novas partículas de massas tão grandes (da ordem da massa de Planck), que estava excluída a sua criação e, por isso, a sua observação.

Na década de 40, as diferenças significativas entre os momentos magnéticos dos protões ou neutrões e dos electrões levantaram algumas dúvidas sobre o carácter pontual das partículas positiva e neutra do núcleo. Em 1943, Werner Heisenberg propõe que os protões e os neutrões sejam objectos extensos.

Numa época em que a mecânica quântica estava em plena expansão, estas ideias caíram em (quase) total esquecimento. Em 1968, Gabriele Veneziano observou um estranho fenómeno: grande parte das propriedades da força nuclear forte eram descritas pela função beta de Euler, uma fórmula, pouco conhecida, que tinha sido escrita pelo matemático Leonhard Euler, 200 anos antes. Tal descoberta chamou a atenção da comunidade científica, destacando-se três físicos (Yoichiro Nambu, Holger Nielsen e Leonard Susskind) que demonstraram que as partículas elementares, consideradas como cordas, objectos a uma dimensão, e não como pontos, eram perfeitamente descritas pela função beta de Euler. Nasceu assim a Teoria de Cordas.

No início da década de 70, várias experiências levaram a resultados bastante díspares das previsões efectuadas pela nova teoria. O principal problema surgiu em padrões vibracionais que eram previstos pela teoria, mas não observados experimentalmente. Este problema foi rapidamente resolvido, tendo-se verificado que estes padrões em excesso correspondiam aos gravitões, que já tinham sido teoricamente previstos. Porém, esta descoberta não foi devidamente aceite pela comunidade científica, surgindo grande discórdia entre os apoiantes da Teoria de Cordas e os defensores das teorias das partículas pontuais. Assim, mais uma vez, a teoria caiu no esquecimento.

Foi também no início da década de 70 que surgiu a ideia da supersimetria, segundo a qual há simetria entre bosões e fermiões. Esta ideia surgiu em dois contextos: na Teoria de Campos que descerve partículas pontuais e na Teoria de Cordas, em consequência da introdução dos fermiões. Surgiu aqui uma ponte entre duas teorias tidas então como opostas.

Em 1980, Michael Green e John Schwarz ligaram melhor a Teoria de Cordas e a Mecânica Quântica, demonstrando que a Teoria de Cordas abrange as quatro forças fundamentais e toda a matéria existente. Nasceu então a Teoria das Supercordas, que junta a Teoria das Cordas e a Supersimetria. Iniciou-se a 1.ª Revolução das Supercordas, tendo sido, entre 1984 e 1986, publicados centenas de trabalhos sobre este tema. Segundo a nova teoria, as partículas passaram a ser vistas como pequenas cordas a vibrar em vez de serem pontos. Foi nesta altura que a Teoria de Cordas passou a ser aceite por numerosos físicos como uma teoria capaz de fazer a grande unificação. O problema principal associado à Teoria de Cordas, que ainda hoje é a razão de algum do seu descrédito, é a necessidade de espaços a 10 dimensões para os fermiões e a 26 dimensões para os bosões.

Havendo uma ligação entre a Mecânica Quântica e a Teoria de Cordas, redobravam-se os esforços para reforçar a teoria, em particular ligando a Teoria das Cordas com a Teoria dos Quarks. Pensou-se que os quarks podiam ser as extremidades das cordas, surgindo assim uma possível razão para que os quarks não fossem observados isoladamente: tal como acontece nos ímanes, ao quebrar uma corda ter-se-iam duas cordas, com dois quarks cada nas extremidades.

Em 1994 iniciou-se a 2.ª Revolução das Supercordas (que durou até 1997), que foi desencadeada pela descoberta de Edward Witten de que as várias versões da Teoria das Supercordas consistiam afinal de diferentes limites de uma nova teoria a 11 dimensões, a Teoria M. Joseph Polchinski descobriu que esta teoria requer objectos com mais dimensões, os chamados D-branes, que abriram caminho para a construção de novos modelos cosmológicos.

Nos dias de hoje, posseguem intensivamente os estudos sobre este tema. Estão mais direccionados para a verificação experimental, para a procura e rectificação de falhas na simetria e para o aperfeiçoamento de alguns aspectos geométricos da teoria. Tendo em conta a rapidez com que estes estudos têm surgido, poderá estar para breve uma Teoria de Grande Unificação. A acreditar nalguns especialistas o século XXI  será o século da TOE.