Gravação de um aparente corpo celeste próximo à lua, gera debates entre crentes e céticos.
Teóricos temem que Nibiru destrua a Terra (USA-UK News/Youtube)
Segundo os adeptos da teoria dos ‘deuses astronautas’, a civilização suméria, estabelecida ao Sul da Mesopotâmia, onde hoje ficam os países do Iraque e Kuwait, em torno de 5500 a.C., teria descrito a existência de um planeta gigante, que um dia voltaria a se aproximar da Terra e destruir tudo que nela habita. Seu nome, Nibiru (ou Planeta X).
Embora um dos mais polêmicos e notórios pesquisadores daquela civilização, Zecharia Sitchin (1920 - 2010), tenha sido amplamente criticado no meio acadêmico após publicar a obra O 12º Planeta, em meados de 2010, cada vez mais pessoas em todo o mundo alegam filmar o temido astro.
Dessa vez, a gravação do hipotético Nibiru emergindo por trás da lua, divulgada recentemente na Internet, tem gerado preocupação entre os crentes e os teóricos da conspiração.
De acordo com informações do periódico europeu Express, edição de segunda-feira (22), conspirólogos acreditam que num determinado momento (eles não sabem a data), Nibiru chegará tão perto de nós que, devido a sua enorme massa, a atração gravitacional entre ambos os corpos provocará terremotos apocalípticos sobre a Terra. Enfim, se isso acontecer, dizem eles, não haverá mais a civilização humana.
Conforme o canal responsável pela exposição do vídeo no Youtube, o planeta foi testemunhado pela primeira vez sobre o estado da Pensilvânia (EUA). Ao narrar o acontecimento, o interlocutor enfatiza que o astro é o verdadeiro motivo de as luas ficarem ‘vermelhas’ em determinadas épocas.
Embora os entusiastas de tragédias suponham que Nibiru tenha influência na coloração da lua, astrônomos explicam que o episódio, conhecido pelo termo ‘lua de sangue’, é causado pelo posicionamento do Sol e da lua.
No ano passado, por exemplo, tivemos quatro ocorrências de ‘luas de sangue’ em diferentes continentes. Contudo, esse evento continua sendo raro, tendo ocorrido poucas vezes num período de dois mil anos.
A ‘verdade’
Ainda que o narrador do vídeo e milhares de pessoas ‘jurem de pés juntos’ que a cena captada na gravação ocorrida na Pensilvânia tenha relação com a presença do emblemático corpo celeste, especialistas explicam que imagens duplicadas da lua ocorrem devido ao alargamento da lente. Esse processo, no entendimento dos estudiosos, ocasiona uma espécie de reflexo do nosso satélite natural.
Porém, para o autor do vídeo, a argumentação técnica proferida pelos profissionais de imagens já era esperada. "Agora eu sei que muitos de vocês pessimistas dirão que este é um reflexo de lente, mas guardem os comentários para outro momento como este, que é um objeto fixo ao lado da lua, não há absolutamente nenhuma dúvida sobre isso”, insiste o dono do canal.
Mesmo que o alegado planeta Nibiru, ou Planet X, seja apenas uma fábula inventada por Zecharia Sitchin, o fato é que no início de 2016 astrônomos revelaram a presença de um astro errante nos limites do Sistema Solar. Até o momento, eles ainda não identificaram suas características.
A seguir, assista a gravação original. Depois, veja um depoimento de Zecharia Sitchin sobre Nibiru (legendas em português). No entanto, não se esqueça: aprecie a informação com moderação.
Indícios de novo planeta foram anunciados por cientistas em janeiro, mas para alguns se trata de lendas antigas
Nibiru, Hercólubus, Segundo Sol, Nêmesis. Você com certeza já ouviu falar de pelo menos um destes termos astronômicos – nem que seja na música popular. Cássia Eller à parte, as teorias que envolvem tais nomes apresentam diferenças, mas combinam em um ponto: um corpo celeste se aproxima da Terra e causa transformações em nosso planeta. A tese foi bastante divulgada até 2012 (lembra do "fim do mundo"?), mas depois foi deixada de lado. Agora, ganhou novo fôlego com os indícios de um novo planeta em nosso Sistema Solar. Mas do que se trata? "A Nasa esconde da gente"
Elizabeth Garcia tem 51 anos e trabalha em uma clínica de estética na região da avenida Paulista, em São Paulo. Em parte das horas vagas, se dedica a pesquisar sobre Nibiru (para ela, todos os termos se referem ao mesmo objeto) e divulgar na internet. A página do Facebook da qual é dona ("Nibiru – O Segundo Sol") começou como um arquivo pessoal para guardar supostas fotos do "Segundo Sol", mas agora tem quase 13 mil seguidores e quatro administradores.
Nos contatos preliminares com a reportagem, ela deixa logo claro: "não é lenda urbana, é fato". A certeza dela veio após uma dica da irmã sobre o assunto, observações em Itanhaém (SP) e pesquisas em supostos sites fechados pela Nasa. O argumento de Elizabeth, por sinal, passa pelo mesmo de toda teoria conspiratória e é parecido com os que acreditam na Terra Plana: "a Nasa esconde da gente", afirma ela.
Elizabeth faz parte dos crédulos de que Nibiru (ou Segundo Sol) é uma estrela anã-marrom, um corpo celeste com pouco brilho, que se aproxima da Terra. A aproximação seria a responsável por mudanças climáticas e atividades da natureza, como terremotos. Para ela, é exatamente ele o suposto novo planeta apontado por cientistas.
Foto tirada por Elizabeth mostra suposto "Segundo Sol" - para astrônomo consultado pelo UOL, não passa de um buraco entre as nuvens por onde a luz passa
"Nós achamos que é o planeta Nibiru, mas que eles estão tentando dar uma forma de divulgar para a gente isso", alega, para depois dizer que o corpo não deve colidir com a Terra, como antes alguns fanáticos apontavam. "Ele não vai colidir, vai fazer sua passagem pelo Sistema Solar e vai afetar todos os planetas. Teremos mais terremotos, vulcões, tsunamis, secas, inversões dos nossos polos. São coisas que já vêm acontecendo", diz, baseada em sua pesquisa particular na internet.
De fato, a sua página vai além da simples discussão sobre Nibiru e divulga também qualquer dado relacionado a eventos da natureza na Terra. A comunidade é dinâmica: de acordo com Elizabeth, há gente de todas as idades e até quem aparece só para chamá-la de louca, mas também quem participa enviando imagens. "Loucura total"
Mike Brown, o principal responsável pelo estudo recente que dá fortes indícios de um suposto novo planeta no nosso Sistema Solar, afirmou, que a lenda de Nibiru e afins é "loucura total". Quem vai na mesma linha é o astrônomo brasileiro Renato Las Casas, chefe de astronomia do Icex da UFMG (Instituto de Ciências Exatas da Universidade Federal de Minas Gerais).
"Este corpo, nessas condições, não existe. Acreditamos que o Sistema Solar atingiu um equilibro pelo menos para os grandes corpos. Um planeta causar uma grande perturbação, como maremotos e afins, não tem a mínima chance. A gente já estaria vendo esse planeta há muito tempo. Na ciência a gente nunca pode dizer que algo é impossível, mas têm algumas coisas que é viajar na maionese", também refutando a tese da Nasa esconder a informação.
Frederic J. Brown/AFP Mike Brown, responsável pelo estudo do novo planeta, diz que lendas de Nibiru e afins são "loucura"
"A Nasa esconder uma coisa como um corpo enorme perto da Terra é impossível. Não é só a Nasa que obtém essa informação, existem outras pessoas e instituições mundo afora. Mas poxa, o pessoal da Nasa também é gente, são humanos. Guardar um segredo desse? Impossível", afirma Las Casas.
O fato de Nibiru, nos moldes defendidos por alguns grupos, ser impossível para Las Casas não quer dizer, contudo, que outro corpo celeste grande não apareça. Para o astrônomo, é possível existir um planeta longínquo, mas não em rota de passagem pela Terra. O astrônomo da UFMG ainda deixa claro que a ciência estuda inúmeras possibilidades de fim do mundo, mas nenhuma envolvendo um corpo como o "Segundo Sol".
"Fim do mundo é quase certo. Vai ser daqui 4,5 bilhões de anos, quando o Sol virar uma estrela vermelha. Agora, o fim da humanidade, se não se espalhar por outros planetas, vai vir muito antes disso. A ciência cita umas 20 possibilidades para isso, sendo que algumas teriam origem astronômica. Uma delas pode ser a colisão de um grande corpo com nosso planeta. Não um outro planeta, mas talvez um grande asteroide", conta Las Casas. Imaginário popular
Os dois astrônomos têm suas opiniões sobre o motivo da astronomia atrair tanto interesse e teorias diferentes, algumas delas conspiratórias. Para Mike Brown, é porque "faz parte da nossa vizinhança". Já Las Casas acredita que é porque o campo remete a "questões transcendentais" (de onde viemos? Para onde vamos?). Não à toa, alguns dos nomes citados no início do texto fazem parte da cultura popular.
A teoria do "Segundo Sol", eternizada na voz de Cássia Eller, faz menção ao nosso Sistema Solar ser binário, com o Sol ligado a uma outra estrela. Já Hercólubus está relacionado a um livro do ocultista V. M. Rabolú que prevê um corpo que estaria se aproximando da Terra e que foi o responsável por destruir Atlântida, a cidade perdida, há milhares de anos.
Nêmesis seria um objeto grande que atrairia cometas para a Terra e explicaria destruições em massa do nosso planeta, mas foi praticamente descartado após a sonda Wise, da Nasa, não achar nada do tipo. Nibiru, por sua vez, tem sua origem em supostos escritos dos sumérios traduzidos pelo arqueólogo Zecharia Sitchin que mostrariam uma interação de antigas civilizações com seres humanoides deste planeta, chamados "anunnaki".
Um dos poucos cientistas que defendeu a aproximação de um corpo celeste grande causador de transtornos na Terra foi o chileno Carlos Muñoz Ferrada, que ficou famoso por avisar sobre um terremoto no Chile que depois causaria milhares de mortes. Ele diz que seria um "planeta-cometa", por ter massa planetária e órbita de um cometa. A ciência, por enquanto, não conseguiu provar nenhuma dessas teorias.
Google Sky acaba descoberto uma área no espaço que foi anteriormente censurado, ou oculto, mostrando-nos o que parece ser o Planeta X, também conhecido como Nibiru e de acordo com estudos aprofundados, que supostamente está sendo dirigido para a terra! NASA tem sido claramente mentindo para nós, mais sobre isso abaixo! Eles poderiam estar mentindo para nós sobre outros eventos que as pessoas foram soar o alarme sobre? A resposta é SIM! Mas primeiro ...
Depois de pesquisar centenas de milhões de objetos em todo o nosso céu, Wide-field Infrared Survey Explorer da NASA (WISE) transformou-se nenhuma evidência do corpo celeste hipótese em nosso sistema solar comumente chamado de "Planeta X."
Os pesquisadores já haviam teorizado sobre a existência deste corpo celeste grande, mas invisível, suspeito de estar em algum lugar além da órbita de Plutão. Além de "Planeta X", o corpo tinha atraído outros apelidos, incluindo "Nemesis" e "Tyche".
Este estudo recente, que envolveu uma análise de dados WISE cobrindo todo o céu em luz infravermelha, não encontrou nenhum objeto do tamanho de Saturno ou maior existe a uma distância de 10.000 unidades astronômicas (UA), e nenhum objeto maior do que Júpiter existe para 26.000 au. Uma unidade astronômica é igual a 93.000 mil milhas. Terra é uma au, e Plutão cerca de 40 au, do sol.
E, dentro de 24 horas da descoberta original de volta em 1983, a mídia estava em completo silêncio! Veja aqui uma citação de um artigo publicado no Intellihub 07 de junho de 2014:
"Em novembro de 1983 IRAS da NASA descobriram um telescópio infravermelho incrivelmente enorme, enorme, que parecia ser uma estrela queima lentamente, um grande objeto, dirigido para a direita em direção ao nosso sistema solar a partir da região de Orion", declarou o Dr. Jaysen Rand, pesquisador e autor do livro Retorno de Planeta X , em seu discurso de abertura durante a entrevista histórica, apontando como abertamente e bem anunciou a descoberta foi que dia.
No entanto, como um relógio, 24 horas mais tarde, a mídia estava em completo silêncio sobre o assunto e você não ouviu sequer um pio como protocolos de segurança nacionais foram implementados nos mais altos níveis do governo e da mídia. A partir de então, seria quase um apagão informativo completo.
"O público não revelou o nome do Planeta X, o governo fez [...] que é a primeira regra do Planeta X 101", Rand assinalou apaixonadamente. Rand, em seguida, fez menção de um 1984 US News and World Report artigo que revelou ainda uma outra pista para o que a NASA encontrou. "Eles nomearam uma estrela anã marrom ", disse Rand.
O artigo Intellihub continua a dizer:
Zecharia Sitchin, reconhecido pesquisador e autor, afirmou que o Planeta X voa através do espaço em uma órbita altamente elíptica, aproximando-se terra do sul em uma planície angular, então slingshoting em torno da parte de trás do sol antes de sair de volta para fora do nosso sistema solar a cada 3600 -years.
Também foi dito que você só pode ver a estrela anã marrom se aproximando no horizonte de um ponto de vista do hemisfério sul terras, tornando avistar o planeta no início difícil para a maioria da população do mundo.
E, também intrigante em relação ao seu nome, Nibiru, em uma Wikipedia entrada em Zecheria Sitchin, ele afirma:
Segundo a interpretação de Sitchin da iconografia da Mesopotâmia e simbologia, esboçada em seu livro de 1976 O 12º Planeta e suas seqüelas, há um planeta ainda não descoberto além de Netuno que segue uma órbita muito tempo, elíptica, atingindo o sistema solar interior aproximadamente a cada 3.600 anos. Este planeta é chamado de Nibiru (embora Júpiter era o planeta associado com o deus Marduk na cosmologia babilônica). De acordo com Sitchin, Nibiru (cujo nome foi substituído por MARDUK em lendas originais pelo governante Babilônico de mesmo nome, na tentativa de cooptar a criação para si próprio, levando a uma certa confusão entre os leitores) colidiu com Tiamat catastroficamente (a deusa em o mito babilônico criação do Enuma Elish), que ele considera ser um outro planeta, uma vez localizado entre Marte e Júpiter. Esta colisão supostamente formado o planeta Terra, o cinturão de asteróides e cometas. Sitchin afirma que, quando atingido por uma das luas do planeta de Nibiru, Tiamat dividido em dois, e depois em uma segunda passagem próprio Nibiru atingiu os fragmentos quebrados e metade de Tiamat tornou-se o cinturão de asteróides. A segunda metade, atacou novamente por uma das luas de Nibiru, foi empurrado para uma nova órbita e tornou-se hoje o planeta Terra.
Poderia esta conta para as crescentes mudanças no tempo, estações, marés, atividade vulcânica, atividade tectônica e mais ... até mesmo tornados agora golpear já em junho? Como afirmei no meu vídeo recurso no início deste artigo, corpos celestes que se aproximam a atmosfera da Terra, de fato, causar mudanças significativas na atividade magnética.
Por muitos anos, os governos têm plena consciência de um corpo celeste se aproximando (aka um anão estrela marrom), bem como o seu ciclo de destruição 3,600 anos, claramente discutido em selos cilíndricos sumérios antigos, bem como outros documentos antigos.
A Washington Post artigo datado de 30 de dezembro de 1983, na página A1 - afirma:
Um corpo celeste possivelmente tão grande quanto o planeta gigante Júpiter e, possivelmente, tão perto da Terra que seria parte deste sistema solar foi encontrado na direção da constelação de Orion por um telescópio em órbita a bordo do satélite astronômico infravermelho EUA. Tão misterioso é o objeto que os astrônomos não sabem se é um planeta, um cometa gigante, um "proto-estrela" próxima que nunca got quente o suficiente para se tornar uma estrela, uma galáxia distante tão jovem que ainda está em processo de formação de sua primeiras estrelas ou uma galáxia tão envolta em poeira que nenhuma da luz lançada por suas estrelas nunca fica completamente.
"Tudo o que posso dizer é que nós não sabemos o que é," Dr. Gerry Neugebauer, cientista chefe IRAS para Jet Propulsion Laboratory da Califórnia e diretor do Observatório Palomar do Instituto de Tecnologia da Califórnia, disse em uma entrevista.
Veja também este artigo da Disovery Notícias referindo-se Nibiru como um planeta imaginário e criticando duramente aqueles que acreditam em uma coisa dessas!
'Nasa não conhece nenhum asteróide ou cometa atualmente em rota de colisão com a Terra, então a probabilidade de uma grande colisão é muito pequena ", disse um porta-voz da Nasa.
"Na verdade, o melhor que podemos dizer, sem objeto grande é susceptível de atingir a Terra a qualquer momento nos próximos cem anos."
E agora o Google Sky descobre uma área no espaço que foi anteriormente censurado, ou oculto, mostrando-nos o que parece ser o Planeta X, também conhecido como Nibiru:
Intellihub: Por anos especulou-se por teóricos da conspiração e alguns astrônomos que o Google Sky tinha sido censurando o que é conhecido comoPlaneta X ou Nibiru da vista do público em geral online. Agora, surpreendentemente, uma faixa enorme de Google Sky que anteriormente tinha sido apagado e censurada foi feita visível pelo Google para o seu prazer.A imagem abaixo mostra o sistema como censurado pelo Google por anos.
A partir de agora, é atualmente desconhecido por acesso irrestrito Google para o sistema planetário que foi o foco da tarde Zecharia Sitchin , que escreveu numerosas publicações sobre o planeta Nibiru. Na imagem abaixo, filmado em 2015, você pode ver claramente o disco alado como descrito por Sitchin e outros. É quase sobrenatural. O sistema está atualmente localizada em: 5 h 42m 21.0s 22 ° 36 '45,7
Abaixo, vou mostrar-lhe uma fotografia real do Planeta X / Nibiru e uma fotografia real do que o Google Sky acaba descoberto.
(ABOVE: Planeta X / Nibiru)
(ACIMA: O que foi revelado pelo Google Sky que anteriormente tinha sido escondido)
(ACIMA: Esta é uma fotografia das mesmas coordenadas antes da remoção do Google faixa)
INTERESSANTE SIDE NOTA
Gill Broussard do Canal Youtube, Planeta 7X , com base em seus cálculos, acredita Nibiru deve ir além da terra em 26 de março de 2016 na Páscoa. Ele também acredita que, com base em sua pesquisa em profundidade, este sempre trouxe algum grande evento bíblico!
Aqui é o seu recurso de vídeo do seu canal! Definitivamente um deve ver! Além disso, na página dois deste artigo, há um vídeo de Paul Begley, onde ele menciona isso também.
Um resumo dos eventos do Planeta-7X
Aqui está o que Broussard afirma em sua seção "About" em seu canal no YouTube:
É Planeta-X Real & É bíblico?
Meu foco principal é o de informar os telespectadores de novas descobertas no campo da astronomia bíblica e como estas anomalias resultantes correlacionar com os registros bíblicos. Três anos de pesquisa, juntamente com modelos de software astronômicas de cada evento que tem uma sobreposição de repetição para uma profundidade e grau em que os dados validados cruz-em si foi além das expectativas! Este site contém:
1.) Uma parcela representativa das informações coletadas.
2.) Tabelas, gráficos e outros dados que justifiquem a existência de um "planeta mistério" que eu chamo de Planeta-7X (por 7 vezes o diâmetro da Terra).
3.) Há evidência muito forte indicando que é IMINENTE APARÊNCIA tempo do fim.
Não tenho a pretensão de ter todas as respostas, mas a pesquisa considerável Tenho realizado é preciso para a extensão da minha capacidade de correlacionar os dados.
Minhas descobertas e pesquisas estão abertos e disponíveis para análise no exterior
Segundo afirmações feitas por teóricos da conspiração ao site israelense Breaking Israel News, a Terra está com seus dias contados, pois uma suposta grande colisão acontecerá em 28 de setembro de 2016. E dessa vez, a história teria ficado ainda mais séria: não será um asteroide, um cometa, ou qualquer outra coisa menorzinha não... será um planeta! Se o seu palpite é Nibiru, acertou! (na verdade isso já está escrito no título da matéria...)
Portanto, segundo alguns teóricos conspiracionistas, o Planeta X destruirá a vida na Terra, para sempre! Mas será que isso é verdade?
Quem não se lembra que no ano passado, conspiracionistas também afirmaram que a Terra iria acabar em 28 de setembro de 2015? Pois é. Eles só mudaram o ano... A polêmica do ano passado foi exatamente a mesma, exceto pelo objeto que iria colidir com a Terra. Na ocasião, seria um asteroide, e não um planeta. Mais precisamente um asteroide chamado 2015 PDC.
Bom, não precisa ser nenhum gênio para ver que eles estavam errados, afinal de contas, estamos todos aqui, e nenhum asteroide aniquilou a Terra em setembro de 2015.
A Terra vai mesmo acabar em 28 de setembro de 2016?
Não. O suposto Planeta X, que teria cerca de 10 vezes a massa da Terra, ainda não foi confirmado, mas se ele realmente existir, sua órbita (apesar de haver indícios de que seja alongada) passaria bem longe do nosso planeta. Além disso, existem programas especializados na detecção de Objetos Próximos da Terra, como o NEO, por exemplo. Tudo bem que esse programa não é 100% confiável, mas é o melhor que temos, e segundo ele, não há, pelo menos no momento, qualquer objeto em rota de colisão com a Terra, muito menos um planeta.
Segundo os teóricos da conspiração, o 'nono planeta' seria exatamente aquele descrito pela antiga civilização dos Babilônios, e que teria grandes chances de colidir com a Terra de tempos em tempos.
Ilustração artística de um grande planeta colidindo com a Terra. Créditos: Melancholia movie / Zentropa Entertainments
Desde o rebaixamento de Plutão, o nosso Sistema Solar deixou de ter nove planetas. Entretanto, a suposta existência de um novo planeta considerando gigante pode fazer com que o número de planetas volte a ser o que se pensava anteriormente, embora não seja a mesma coisa sem Plutão. Em duas publicações essa semana no periódico "The Astronomical Journal", astrônomos do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), nos Estados Unidos, disseram ter encontrado "evidências sólidas" de um "nono planeta", que por sua vez teria uma órbita estranhamente alongada para este tipo de corpo celeste.
Os responsáveis por essas publicações foram Konstantin Batygin (29), astrofísico teórico e considerado um jovem "gênio" quando o assunto é modelagem computacional, e Mike Brown (50), um astrônomo observacional. Acredito que vocês não estejam nem um pouco familiarizados com esses nomes, não é mesmo?
O astrônomo observacional Mike Brown (à esquerda) e o astrofísico teórico Konstantin Batygin (à direita)
Saiba que Mike Brown foi apelidado de "assassino de Plutão" após ter liderado o estudo que fez com que o planeta mais distante que conhecíamos em nosso Sistema Solar fosse rebaixado a categoria de planeta-anão, deixando assim de ser um planeta como Netuno, Saturno ou a própria Terra. Aliás, Mike Brown chegou a publicar um livro, aproveitando-se da fama que havia ganhado, com o título de "How I Killed Pluto and Why It Had It Coming" ("Como Eu Matei Plutão e Por que Ele Mereceu Isso", em uma tradução literal para o nosso idioma).
Antes de prosseguirmos com esse assunto, no entanto, precisamos desfazer esse verdadeiro nó de "termos" sobre esse suposto novo planeta, que está circulando pelos mais diversos veículos de comunicação.
Um Breve Resumo Sobre a Origem dos Termos "Planeta X" e do "Planeta Nove"
Em 1846, o matemático francês "Urbain Le Verrier" previu a existência de um planeta gigante devido as irregularidades na órbita de Urano. Os astrônomos do Observatório de Berlim encontraram o novo planeta, Netuno, onde supostamente esse tal planeta deveria estar, o que provocou um verdadeiro frenesi na mídia. Vale ressaltar que a órbita e massa de Netuno foram previstas com base nas observações das perturbações orbitais de Urano.
Urbain Jean Joseph Le Verrier foi um matemático francês que se especializou em mecânica celeste, sendo mais conhecido
por prever a existência e a posição de Netuno usando apenas a matemática
As irregularidades remanescentes de Urano levaram os cientistas a pensarem que ainda poderia existir mais um planeta. Foi assim que entre 1905 a 1906, o magnata Percival Lowell, começou sua busca por aquilo que ele denominou de "Planeta X", em seu observatório em Flagstaff, Arizona, nos Estados Unidos. Neste caso, o "X" é realmente a "letra x" ("incógnita", na matemática), e não o número romano 10. Alguns astrônomos propuseram que as irregularidades observadas, assim como em outros gigantes gasosos, pudessem ser causadas por este planeta hipotético.
Percival Lowell em 1914, observando Vênus durante o dia, com seu telescópio refrator de 61 centímetros
da Alvan Clark & Sons, em Flagstaff, Arizona, nos Estados Unidos
Em 1930, Plutão apareceu, mas era demasiadamente pequeno para causar qualquer distúrbio na órbita de Urano. Mais de meio século depois, o sobrevoo de Netuno pela sonda espacial Voyager 2 permitiu obter uma medição mais precisa da massa desses planetas. Cálculos posteriores, baseados nestes novos valores, demonstraram que as irregularidades orbitais na verdade não existiam, ou seja, o "Planeta X" não era mais necessário.
Para a maioria dos astrônomos a hipótese do "Planeta X" foi cabalmente rejeitada quando as missões das sondas Voyager e Pioneer permitiram recalcular as massas dos gigantes gasosos, e não detectaram nenhuma forte atração gravitacional imprevista além da órbita de Netuno.
Mais de meio século depois, o sobrevoo de Netuno pela sonda espacial Voyager 2 permitiu obter uma medição mais precisa
da massa dos planetas Urano e Netuno
Esse breve resumo serve apenas para você saber diferenciar o que está sendo divulgado pela mídia. O termo "Planeta X" foi cunhado por Percival Lowell, no começo do século 20, como uma espécie de incógnita na tentativa de explicar as irregularidades orbitais de planetas gasosos. O termo "Planeta Nove" foi citado apenas recentemente e seria simplesmente a existência de um novo planeta, o nono em nosso sistema solar que possui apenas 8 planetas, uma vez que Plutão foi rebaixado a planeta-anão. Entenderam?
Muitos sites estão usando o termo "Planeta X" para significar a mesma coisa que "Planeta Nove", uma vez que existem certas coincidências por esse "nono planeta" ter uma órbita muito longa, uma massa supostamente 10 vezes maior que a Terra e supostamente estar localizado além de Netuno. Logo, o mais importante é você saber o que realmente ambos os termos significam. Tanto Mike Brown quanto Konstantin Batygin em diversas entrevistas se referem ao suposto novo planeta tanto como "Planeta X" quanto "Planeta Nove", talvez em uma tentativa de chamar a atenção da comunidade científica e valorizar o próprio trabalho respectivamente.
A revista Time chegou a dizer que Brown e Batygin preferiam que o planeta se chamasse George, em uma espécie de referência ao astrônomo britânico William Herschel, que descobriu Urano e queria nomeá-lo como Georgium Sidus (O Planeta Georgiano) devido ao rei George III. Porém, isso é algo que dificilmente seria aceito pela União Astronômica Internacional. Isso, é claro, se realmente houver um "Planeta X" ou "Planeta Nove".
A Descoberta de um "Planeta-Anão" Chamado Sedna
Boa parte dessa recente história sobre o suposto "Planeta Nove" começou quando em 2003, Mike Brown e sua equipe descobriram um planeta-anão chamado Sedna, que era o objeto mais distante já descoberto em nosso sistema solar. Sua órbita elíptica é tão grande que foi estimado que ele demore cerca de 11.400 anos para dar uma volta completa ao redor do Sol (como comparação o planeta-anão Plutão demora cerca de 248 anos e Netuno cerca de 164 anos). Brown também participou da descoberta dos planetas-anões Éris, cujo nome que vem da mitologia grega, a deusa da discórdia (não é a toa que ajudou a derrubar Plutão como planeta), Haumea e Makemake.
Imagem de Sedna registrada pelo Telescópio Samuel Oschin do Observatório Palomar, na Califórnia, em 2003
Sedna é um planeta-anão cujo diâmetro é estimado por volta 1.000 km, o que chega a ser menor que Plutão, que tem cerca de 1.186 km. Ele é um objeto do Cinturão de Kuiper (KBO), assim como Plutão, pertencente a uma vasta faixa de gelo e objetos rochosos, que cercam o nosso Sistema Solar,além da órbita de Netuno.
Apesar de usarmos o termo "planeta-anão", a União Astronômica Internacional (IAU) ainda não o designou formalmente como tal. O Minor Planet Center ("Centro de Planetas Menores"), uma organização que opera no Observatório Astrofísico Smithsonian, subordinada a própria União Astronômica Internacional, classifica Sedna como um objeto do "disco disperso", um grupo de objetos enviados a órbitas alongadas pela suposta influência gravitacional de Netuno.
Entretanto, desde sua descoberta essa classificação tem sido contestada, uma vez que Sedna nunca chegou perto de Netuno para que pudesse ter sido afetado pelo planeta de alguma forma. Alguns especulam que Sedna foi colocado em sua órbita atual por uma estrela, possivelmente do aglomerado em que o Sol nasceu, ou até mesmo que veio de outro sistema planetário. Outros, é claro, sempre foram um pouco mais radicais ao dizer que isso seria a evidência da existência de um grande planeta além da órbita de Netuno.
Mesmo sendo quase do tamanho de Plutão é muito difícil observar Sedna devido a sua distância do Sol. Seu periélio (ou perélio), que é o ponto da órbita onde um corpo celeste encontra-se mais próximo do Sol, é cerca de 76 UA. Já o seu afélio, que logicamente seria o ponto mais distante do Sol, é estimado em 937 UA. Para que vocês tenham uma ideia, o afélio de Netuno é cerca de 30 UA. Resumindo, a menor distância entre Sedna e o Sol chega a ser mais de duas vezes maior do que o ponto mais distante de Netuno em relação ao Sol, ou seja, Sedna está realmente muito, muito longe.
Não é tão difícil de entender quanto parece! Basta ter em mente que 1 UA é 1 "Unidade Astronômica", que por sua vez é referente a distância da Terra em relação ao Sol (aproximadamente 150 milhões de quilômetros). Essa "unidade" foi criada justamente para simplificar distâncias astronômicas muito grandes. Ficaria impraticável escrevê-las o tempo todo, não é mesmo? Então, basta sempre multiplicar o número que vem antes do UA por 150 milhões para ter a distância em quilômetros. Certo?
Apesar de não sabermos o formato exato de Sedna, análises espectroscópicas revelaram que a composição da superfície de Sedna é parecida à de outros objetos transnetunianos, sendo principalmente uma mistura de gelo de água, metano e nitrogênio. Aliás, Sedna também teria uma das superfícies mais vermelhas do Sistema Solar. Porém, esse não é nosso objetivo nessa postagem, afinal Sedna não é o "Planeta Nove" em questão, porém é necessário que você o conhecesse, pois o mesmo colaborou para fomentar uma das hipóteses que citamos anteriormente. Justamente aquela da suposta existência de um grande planeta além da órbita de Netuno.
Imagem mostrando a localização aproximada do Cinturão de Kuiper,
lembrando que o mesmo é ocupa uma vasta região em nosso Sistema Solar
Isso tudo porque havia algo estranho com Sedna, bem, pelo menos em relação aos seus "vizinhos". Nos anos que se seguiram, os astrônomos descobriram outros cinco objetos pertencentes ao Cinturão de Kuiper, cujo ponto mais próximo do Sol de cada um deles correspondia quase perfeitamente ao de Sedna, tanto em distância quanto no ângulo de suas órbitas (cerca de 30 graus de inclinação) em relação ao horizonte do sistema solar. Ao combinar Sedna com esses outros cinco objetos, Brown disse que ele descartou a possibilidade de estrelas como sendo as responsáveis pela "influência invisível". Para ele somente um planeta poderia explicar tais órbitas estranhas.
Um Rápido Comentário Sobre o Artigo de Scott Sheppard e Chad Trujillo
Agora vem a parte mais complicada da história, mas não se preocupem, será bem rápido.
Em 2014, Scott Sheppard e Chad Trujillo (um ex-aluno de pós-graduação de Brown) publicaram um artigo (C. A. Trujillo and S. S. Sheppard Nature 507, 471–474; 2014) descrevendo a descoberta do "2012 VP113", outro objeto que nunca chega perto do Sol. Sheppard, do Instituto Carnegie de Ciência, em Washington D.C, e Trujillo, do Observatório Gemini, no Havaí, ambos nos Estados Unidos, estavam bem conscientes das implicações.
Chad Trujillo, astrônomo do do Observatório Gemini, no Havaí, e ex-aluno de pós-graduação de Mike Brown
Eles começaram a examinar as órbitas de dois objetos, juntamente com outros dez corpos celestes. Eles perceberam que, no periélio, todos eram bem próximos do plano de sistema solar no qual a Terra orbita, chamado de "eclíptica". Além disso, todos eles se moviam do "Sul" para o "Norte" ao passarem por aquele plano.
A eclíptica é a projeção sobre a esfera celeste da trajetória aparente do Sol observada a partir da Terra. A razão do nome provém do fato de que os eclipses somente são possíveis quando a Lua está muito próxima do plano que contém a eclíptica. O eixo eclíptico, por sua vez, é a reta perpendicular à eclíptica que passa pelo centro da Terra.
A eclíptica é a projeção sobre a esfera celeste da trajetória aparente do Sol observada a partir da Terra
No artigo, Sheppard e Trujillo destacaram a "aglomeração" peculiar e levantaram a possibilidade de que um grande planeta distante tinha agrupado os objetos próximos da "eclíptica", mas eles não se aprofundaram em relação a essa possibilidade. No entanto, no final do ano de 2014, Batygin e Brown começaram a discutir os resultados.
Ao traçar as órbitas dos objetos distantes, Batygin disse, que eles perceberam que o padrão notado por Sheppard e Trujillo "era apenas a metade da história". Não eram somente os objetos que estavam próximos da eclíptica em seus respectivos periélios, mas os periélios tinham sido fisicamente agrupados no espaço. No ano seguinte os dois secretamente discutiram sobre esse padrão e o que isso significava. Evidentemente, isso muito provavelmente renderia frutos, e foi exatamente o que aconteceu.
A Publicação da "Descoberta" de um Novo Planeta em Nosso Sistema Solar
Na última quarta-feira (20), Konstantin Batygin e Mike Brown publicaram a "descoberta" de um novo planeta em nosso Sistema Solar no periódico The Astronomical Journal (K. Batygin and M. E. Brown Astronom. J. 151, 22; 2016), baseando suas conclusões somente em relação a modelagem matemática e computacional que fizeram utilizando o supercomputador chamado CITerra, do próprio Caltech. Eles descreveram isso como uma espécie de antecipação de sua verdadeira descoberta através de telescópios, algo que poderia acontecer dentro de mais ou menos cinco anos, muito embora tenham admitido ao site "Popular Science" que isso poderia demorar até 15 anos para acontecer.
É importante que você saiba, independentemente da forma como a notícia está sendo divulgada, são apenas cálculos matemáticos, uma vez que o suposto planeta, apelidado de "Planeta Nove" ou "Planeta X" ainda não foi detectado ou sequer avistado. Isso ficou bem claro? Repetindo, ninguém ainda viu esse suposto novo planeta, mas os pesquisadores deduzem a sua existência a partir do modo como outros objetos do cinturão de Kuiper, aqueles seis objetos (Sedna e os outros cinco), que citamos anteriormente se movimentam. Aliás, eles chegaram a dar uma espécie de desculpa para todo esse "alarde".
"Podíamos ter ficado quietos e passado os próximos cinco anos procurando pelos céus por nós mesmos, esperando encontrá-lo. Porém, eu gostaria que alguém o encontrasse antes mesmo de mim", disse Mike Brown, em declaração a agência internacional de notícias "Associated Press" (AP).
"Eu quero vê-lo. Eu quero ver como ele se parece. Quero entender onde ele está, e acredito que isso possa ajudar", completou.
"Temos uma previsão. O que nós encontramos foi uma assinatura gravitacional do 'Planeta Nove', escondido na região periférica do Sistema Solar" disse Konstantin Batygin.
Suposta órbita do "Planeta Nove" conforme proposto pela nova simulação de Konstantin Batygin e Mike Brown
De suas três principais descobertas, Eris, Sedna, e agora, potencialmente, o "Planeta Nove", Brown disse que a última é a mais sensacional de todas.
"Matar Plutão foi divertido. Encontrar Sedna foi cientificamente interessante. Porém, esse caso, é muito melhor do que qualquer outro", disse Mike Brown em entrevista para a revista Science.
Esse novo planeta seria um gigante gasoso tão grande quanto Netuno, e orbitaria a bilhões de quilômetros de distância da órbita do oitavo planeta: longe o bastante para levar entre 10.000 a 20.000 anos para dar uma volta completa em torno do sol. Com uma órbita dessas esse suposto planeta nunca iria chegar mais perto do que cerca de 200 vezes a distância Terra-Sol, ou 200 unidades astronômicas (UA). Essa faixa iria colocá-lo muito além de Plutão, no reino de corpos gelados conhecido como o Cinturão de Kuiper, logo o Planeta "9" poderia vagar entre 600 a 1200 UA, muito além de Netuno, que está a cerca de "apenas" 30 UA. Além disso, o suposto planeta teria cerca de 10 vezes a massa da Terra ou 5.000 vezes a massa de Plutão.
Simplificando: O "Planeta Nove" estaria 20 vezes mais longe que Netuno, o oitavo planeta no Sistema Solar. Estima-se que ele esteja de 32 bilhões a 160 bilhões de quilômetros de distância da Terra. Além disso, por estar mais longe do Sol, sua visibilidade é ainda menor.
Mike Brown apontando para a órbita dourada que seria do suposto "Planeta Nove" ou "Planeta X"
Durante a "infância" do Sistema Solar há 4,5 bilhões de anos, disseram Konstantin Batygin e Mike Brown, o planeta gigante foi jogado para fora da região de formação planetária perto do Sol. Desacelerado devido aos gases, o planeta estabeleceu em um órbita elíptica distante, onde ainda se esconderia até os dias de hoje.
"Se eu lesse uma publicação assim, do nada, minha primeira reação seria dizer que era maluquice, mas se você olhar para as evidências e as estatísticas, é muito difícil de chegar a qualquer outra conclusão", disse Mike Brown, em entrevista para a revista Nature.
Assista ao vídeo divulgado pelo Caltech (em inglês):
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Konstantin Batygin e Mike Brown ainda disseram que os periélios correspondentes têm apenas uma probabilidade de 0,7% de ocorrer por acaso; os ângulos correspondentes têm apenas uma chance de 1%. Resumindo, na prática existiria uma chance de apenas 0,007%, ou cerca de uma em 15.000, que um agrupamento assim pudesse ser uma coincidência.
"Foi muito emocionante notar esta coleção de objetos neste arranjo super obscuro. As órbitas estão fisicamente alinhadas no espaço", disse Brown, em entrevista para a revista Time.
"O 'Planeta Nove' faz parte da família do sol. O aglomerado de nascimento do Sol se transfomou de modo que ele foi colocado em uma órbita distante. Estava por lá esse tempo todo, e tem testemunhado o desenvolvimento do sistema solar de longe", continuou.
"A existência de outro planeta tem sido comentada por mais de 100 vezes antes disso. Porém, esta é a primeira vez em 150 anos que nós podemos dizer que temos provas convincentes de que o 'censo' do sistema solar está incompleto", completou Brown.
Alessandro Morbidelli, um especialista em Dinâmica Orbital da Universidade da Côte d'Azur, em Nice, na França, que analisou a publicação detalhadamente, disse que também está "bastante convencido" de que o planeta existe.
Será que Existe Realmente um Novo Planeta?
Muitos veículos de imprensa estão noticiando como se a descoberta de um novo planeta fosse certa. Entretanto, outros cientistas e astrônomos não têm tanta certeza assim.
"Tenho visto muitas e muitas alegações como essa ao longo da minha carreira. E todas elas estavam erradas", disse Hal Levison, cientista planetário no Instituto de Pesquisa Southwest em Boulder, Colorado, nos Estados Unidos.
O cientista planetário David Jewitt, que descobriu os primeiros objetos no Cinturão de Kuiper juntamente com Jane Luu (uma astrônoma vietnamita radicada nos Estados Unidos), está igualmente cauteloso. A chance de 0,007% que o agrupamento dos seis objetos ser uma coincidência dá ao suposto planeta uma relevância estatística de "3,8 sigma" - superior ao limiar de "3-sigma" - normalmente necessário para ser levado a sério, mas bem abaixo do "5-sigma" que às vezes é utilizado em determinados campos como a Física de partículas. Isso preocupa Jewitt, que tem visto muitos resultados de estudos "3-sigma" sendo completamente descartados.
O cientista planetário David Jewitt, que descobriu os primeiros objetos no Cinturão de Kuiper juntamente com Jane Luu,
recebendo o Prêmio Shaw em 2012 pela "descoberta e caracterização de corpos transneturianos, um tesouro arqueológico
que remonta à formação do sistema solar"
"Ao reduzir os doze objetos analisados por Sheppard e Trujillo para apenas seis em suas análises, Batygin e Brown enfraqueceram a própria alegação", disse Davide Jewitt, em entrevista para a revista Science.
"Fico preocupado que a descoberta de um novo e mero objeto, que não esteja nesse grupo, venha a destruir tudo o que foi deduzido. Esse é um jogo de varetas com apenas seis varetas", completou.
À primeira vista, um outro potencial problema vem do "Explorador de Pesquisas em Infravermelho com Banda Larga" (WISE) da NASA, um satélite que completou um levantamento de todo o céu procurando por calor de anãs marrons ou planetas gigantes. De acordo com um estudo realizado por Kevin Luhman, astrônomo da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, em 2013, o WISE descartou a existência de um planeta maior ou igual ao tamanho de Saturno, que estivesse a uma distância de pelo menos 10.000 UA. Entretanto, Luhman observou que, se o "Planeta Nove" tiver um tamanho igual ou menor que Netuno, assim como Batygin e Brown disseram, isso teria passado desapercebido pelo WISE. Luhman disse que está analisando novamente os dados para ver se consegue descobrir alguma coisa nesse sentido.
O "Explorador de Pesquisas em Infravermelho com Banda Larga" (WISE) da NASA,
lançado ao espaço no dia 14 de dezembro de 2009
Mesmo se Batygin e Brown consigam convencer outros astrônomos que tal planeta existe, eles enfrentam outro desafio: explicar como ele acabou indo parar tão longe do Sol. Em tais distâncias, o disco protoplanetário de gás e poeira era bem provável que estivesse demasiadamente espesso para "alimentar o crescimento de planetas". Além disso, devido a sua movimentação e órbita extremamente longas talvez ele não tivesse material suficiente para se tornar um gigante.
Em vez disso, Batygin e Brown propuseram que o Planeta "9" teria se formado muito mais próximo do sol, ao lado de Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Os modelos de computador mostraram que o Sistema Solar primitivo era como uma "mesa de bilhar tumultuada", com dezenas ou mesmo centenas de "blocos de construção planetários" do tamanho da Terra saltando ao redor. Outro planeta gigante embrionário poderia facilmente ter se formado lá, e ter isido "chutado" para longe por algum outro gigante gasoso.
"É uma boa sacada, as estatísticas são favoráveis, mas é preciso ter muita cautela. A dupla usou seis objetos apenas e, com esses seis, a margem de confiança das simulações é boa, mas se forem acrescentados os demais objetos conhecidos, as simulações não garantem mais a existência de um novo planeta. Pesa também o fato de o satélite Wise ter procurado pelo tipo de planeta que eles afirmam que existe e não ter encontrado nada", avaliou Cassio Barbosa, astrônomo e colunista do Portal G1.
Diagrama publicado pela revista Science referindo-se a um possível "Planeta X", que seria nesta ocasião equivalente
ao que a mídia também está divulgando como "Planeta Nove"
De qualquer forma sem uma observação que possa constatar sua existência, a mesma ainda é uma descoberta teórica. A maioria dos telescópios capazes de ver um objeto escuro em tais distâncias, como o Telescópio Espacial Hubble ou os telescópios de 10 metros do Observatório Keck, no Havaí, nos Estados Unidos possuem campos de visão extremamente pequenos. Seria como procurar uma agulha em um palheiro olhando através de um canudo.
Entretanto, um telescópio pode ajudar: o "Subaru", um telescópio de 8 metros no Havaí, que é de propriedade do Japão. Ele tem uma área de captação de luz suficiente para detectar um objeto tão leve, juntamente com um enorme campo de visão que é 75 vezes maior que a de um telescópio Keck. Isso permite que os astrônomos digitalizem vastas regiões do céu a cada noite. Batygin e Brown estão usando o Subaru para procurar pelo "Planeta Nove" ao lado de Sheppard e Trujillo, que também se juntaram à caçada. Mike Brown disse que vai levar pelo menos 5 anos para que as duas equipes vasculhem a maior parte da região onde o "Planeta Nove" poderia estar se escondendo.
O Telescópio "Subaru" (à direita) ao lados dos Telescópios Keck (à esquerda), localizados no cume do monte Mauna Kea,
no Havai, Estados Unidos da América
"Descobrir esse planeta será um desafio para a próxima geração de telescópios, talvez nem mesmo o Subaru consiga ver alguma coisa. Brown tem a obsessão em descobrir um novo planeta. Que isso não o cegue diante das evidências em contrário apontadas pela academia. Mas certamente é a pessoa certa para esse trabalho", completou Cassio Barbosa.
É, Assombrados, assim como vemos em diversos outros mistérios no âmbito da astronomia, esse parece ser mais um que ouviremos falar em breve, seja para confirmar sua existência, seja para descartá-la. Será que assim como Netuno, a matemática será a grande responsável, tendo fundamental importância na descoberta do "Planeta 9" ou "Planeta 10"?
Atualização #1: 22/01 - 11h07
A NASA avisou por meio de um vídeo publicado ontem em sua conta oficial no Youtube, que as alegações de um novo planeta que estaria escondido em nosso sistema solar são prematuras. A agência espacial norte-americana advertiu que a controversa publicação do Caltech alegando a existência um nono planeta além de Plutão foi "apenas uma previsão". Jim Green, diretor de Ciência Planetária da NASA, comentou sobre as novas descobertas.
"O documento publicado no dia 20 de janeiro no Astronomical Journal stá alimentando nosso interesse em relação a exploração planetária. Fomentar um debate saudável faz parte do processo científico. Iss não é, no entanto, a detecção de uma nova planeta. É muito cedo para afirmar com certeza que há um chamado 'Planeta X' lá fora", disse Green. Assista a declação (em inglês):
Ele prometeu que especialistas da NASA vão fazer parte desse processo para tentar encontrá-lo.
"É tudo uma questão de iniciar o processo que poderia levar a um resultado existente. Se o 'Planeta X' está lá fora, nós vamos encontrá-lo juntos", completou.
Alan Stern, cientista planetário do Instituto de Pesquisa Southwest, que é o principal investigador da missão 'New Horizons' da NASA a Plutão e aos confins do Sistema Solar, deu novas declarações ao site GeekWire por email.
"Isso é quinta ou a décima previsão sobre isso... Nenhuma delas deu certo", disse Alan Stern.
"Se conseguirem encontrá-lo, ele será o número 19, não o número 9. E se ele for encontrado, ele vai confirmar dezenas de estudos prevendo que a Nuvem de Oort está repleta de planetas, e que o sistema solar gerou dezenas de centenas deles", completou.
A nuvem de Oort, também chamada de nuvem de Öpik-Oort, seria uma nuvem esférica de planetesimais voláteis que se acredita estar localizada a cerca de 50 000 UA, ou quase um ano-luz, do Sol. Isso significa que ela estaria a aproximadamente um quarto da distância a Proxima Centauri, a estrela mais próxima do Sol. O cinturão de Kuiper e o disco disperso, as outras duas regiões do Sistema Solar que contêm objetos transnetunianos, localizam-se a menos de um milésimo da distância estimada da nuvem de Oort.
Embora não se tenha feito nenhuma observação direta da nuvem de Oort, ela pode ser a fonte de todos os cometas de longo período e de tipo Halley que entram no Sistema Solar interior, além de muitos centauros e cometas de Júpiter.