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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Calamidade cósmica: o que dizem as impressionantes imagens dos 'pilares da destruição' no espaço



© ESO Região R18, na nebulosa de Carina

ESO Imagens dos pilares de nuvem de poeira e gás Observações foram feitas na nebulosa de Carina, centro de formação de estrelas que se encontra a aproximadamente 7.500 anos luz 1

Pilares gigantescos que simbolizam, ao mesmo tempo, criação e destruição.

As recém-descobertas estruturas foram observadas na nebulosa de Carina a partir de um instrumento instalado no Very Large Telescope (VLT), localizado no observatório astronômico europeu mais avançado do mundo, no Paranal, no Deserto do Atacama, no Chile.

Ao contrário dos famosos "pilares da criação" da nebulosa de Águia, uma das imagens mais icônicas do universo, as estruturas que aparecem nestas imagens poderiam ser chamadas de "pilares de destruição", de acordo com o Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês).

As torres e pilares que aparecem nas novas imagens da nebulosa de Carina são enormes nuvens de poeira e gás dentro de um centro de formação de estrelas, localizado a cerca de 7.500 anos-luz de distância.

Segundo cientistas do ESO, o que observamos nada mais é do que a colorida nebulosa de Carina "devastada por estrelas brilhantes próximas".
Milhares de imagens de uma só vez

O VLT é um conjunto de quatro telescópios e vários instrumentos, incluindo o MUSE (sigla em inglês para Multi Unit Spectroscopy Explorer), explorador espectroscópico que permitiu obter estas imagens espetaculares.

Nebulosa de Carina

O MUSE fornece espectros simultâneos de numerosas regiões adjacentes no céu. E o que faz dele uma ferramenta tão poderosa é a sua capacidade de gerar milhares de imagens da nebulosa de uma só vez, cada uma com um comprimento de onda de luz diferente.


Esse recurso permite aos astrônomos detectar as propriedades químicas e físicas do material em diferentes partes da nebulosa, explica o ESO.

"Em nossa galáxia, a Via Láctea, novas estrelas ainda estão se formando. Estas estrelas são formadas a partir de nuvens gigantes de gás e poeira que, por alguma razão, entram em colapso até que seu interior atinja temperatura suficiente para ativar o mecanismo de produção de energia: a fusão de átomos de hidrogênio em átomos de hélio", disse à BBC Miguel Mass-Hesse, coordenador da rede de transmissão do ESO.

© NASA, Jeff Hester, Paul Scowen Univ. Est. Arizona Pilares da Criação

"Algumas dessas estrelas são relativamente pequenas, como o Sol, mas outras são bem maiores e muito mais brilhantes. À medida que acendem, a luz emitida por estas estrelas evapora e destroi os restos da nuvem em que elas se formaram, dissipando o material ao seu redor até deixar uma cavidade praticamente vazia de gás e poeira. Nestas imagens, podemos ver esse fenômeno em todo o seu esplendor ", acrescenta.


© ESO Nebulosa de Carina


Pontos cor-de-rosa

A BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, pediu a Mass-Hesse que explicasse em detalhes o que pode ser observado nas imagens, como a que vemos acima: a região R18 da nebulosa de Carina.

"Os pontos rosa são estrelas que ainda se encontram dentro da nuvem de poeira original. A poeira absorve a luz azul, deixando passar apenas o componente vermelho, daí surge a cor que vemos."

"É um fenômeno semelhante ao que acontece no entardecer no verão, em que o sol atravessa a poeira na atmosfera e vemos um tom avermelhado. Em primeiro plano, podemos ver um 'pilar' de poeira que ainda não foi destruído (evaporado) por completo. Este é um processo que requer vários milhões de anos até que se dissipe na região de formação de estrelas. "


"As auras rosa são apenas um efeito de como foram criadas as imagens e representam uma média de cor dessas estrelas."

"A imagem colorida é obtida pela combinação de imagens de diferentes regiões obtidas por meio do MUSE. É bastante semelhante ao que seria a cor natural da região, embora os contrastes sejam acentuados para realçar os detalhes."

"O MUSE é um instrumento muito sofisticado, capaz de fotografar áreas extensas do céu, recebendo centenas de imagens em cores diferentes, do azul ao vermelho. A combinação de registros de distintas regiões nos permite obter imagens sensacionais, mas, acima de tudo, aprender sobre os processos físicos que ocorrem nessas zonas"
'Ironia'

© ESO Região R44, na nebulosa de Carina.

No total, foram observados dez pilares e foi possível identificar uma relação clara entre a radiação emitida por estrelas maciças próximas e as características dos pilares.

Uma das primeiras consequências da formação de uma estrela maciça é que ela começa a destruir a nuvem em que nasceu - fenômeno que o ESO descreve como "ironia".


"A tese de que as estrelas maciças têm um efeito considerável sobre o ambiente ao seu redor não é nova: sabe-se que estas estrelas lançam uma enorme quantidade de radiação ionizante (emissão com energia suficiente para arrancar elétrons de átomos). No entanto, é muito difícil obter evidências da relação entre essas estrelas e o seu entorno".
Estrelas que destroem seus criadores

A equipe do ESO analisou o efeito dessa radiação de energia nos pilares: um processo conhecido como fotoevaporação, quando o gás é ionizado e depois dispersado para longe.

A partir da observação dos resultados da fotoevaporação - que inclui a perda de massa do pilares -, foi possível descobrir a causa.

"Houve uma clara relação entre a quantidade de radiação ionizante emitida por estrelas próximas e a dissipação dos pilares."


De acordo com o ESO, "pode parecer uma calamidade cósmica, com estrelas de grande massa destruindo seus próprios criadores. No entanto, ainda não é completamente compreendida a complexidade dos mecanismos de retroalimentação entre as estrelas e os pilares".

© ESO Imagens dos pilares de nuvem de poeira e gás


Estes pilares podem parecer densos, mas as nuvens de poeira e gás que se formam na nebulosa são, na verdade, muito difusas.

Para o ESO, "essas estruturas celestes surpreendentes têm muito mais a dizer, e o MUSE é o instrumento ideal para provar isso".

E o que será que Mass-Hesse vê nessas imagens?

"Estas imagens nos mostram de forma clara como se formam novas estrelas, a partir de poeira e gás interestelar. Estas partículas de poeira são formadas dentro de outras estrelas maciças que explodiram como supernovas por consumir seu combustível nuclear, espalhando suas cinzas ao redor".

"Ao formar novas estrelas, essa poeira interestelar se condensa na forma de novos planetas rochosos, como a Terra, onde talvez a vida se desenvolva em um futuro ainda muito distante".

"Ao observar essas imagens que mostram como o sistema solar em que vivemos foi formado, entendemos por que, literalmente, não somos nada além do que 'poeira cósmica'."

sábado, 5 de novembro de 2016

Stephen Hawking vai apurar megaestrutura alienígena em estrela



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Um dos mais famosos astrofísicos do mundo, Stephen Hawking, confirmou nesta semana que está focado em projeto com a finalidade de examinar uma estrela curiosa com o rádio-telescópio Green Bank através do projeto Breakthrough Listen. O projeto conta com a parceria do fundador da rede social Facebook, Mark Zuckerberg.

De acordo com o site TN Online, Hawking dá apoio atualmente a uma equipe de cientistas para análise de uma possível "megaestrutura alienígena" orbitando a estrela de Tabby ou estrela do "gato malhado", como também é chamada pelos astrônomos. O padrão intermitente de luz do corpo celeste intriga os astrônomos.

O projeto com orçamento de £ 81milhões (cerca de US$ 100 milhões) objetiva apurar o comportamento misterioso da estrela denominada tecnicamente de KIC8462852.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Bergrun Norman e os anéis de Saturno

Fotos tiradas pelo Telescópio Espacial Hubble em 1996
Sólon: Terremoto de 7.4, rebaixado para 7.2, em Vanuatu. Alerta de Tsunami iniciado, mas já cancelado.


Original: Pictures of Evacuation Craft out by Saturn/Nexus

Tradução: Sólon

Os misteriosos sinais captados de sondas espaciais como as antigas Voyager 1 e 2 e a super tecnológica Cassini Huygens, são indícios da presença de naves gigantescas que operam nos arredores de Saturno, o segundo maior planeta do nosso sistema solar. 

Em uma entrevista com o Dr. Norman Bergrun por um pesquisador e jornalista da Revista UFO foi divulgada a notícia de que:

O SINAL RECEBIDO PELA SONDA CASSINI VEIO DAS NAVES ALIENÍGENAS EM ÓRBITA EM SATURNO!

Quem é Bergrun Norman

Bergrun trabalhou como pesquisador na NASA por 12 anos - então a Lockheed Missiles and Space Company (agora Lockheed Martin), onde foi responsável pelo planejamento e análise de testes de vôo para o lançamento do míssil Polaris da Marinha. Durante seus treze anos de Lockheed, também serviu como um cientista responsável pelo satélite e aplicações espaciais.

Norman Bergrun realizou um estudo detalhado das imagens das sondas espaciais da NASA Voyager 1 e Voyager 2, e imagens relacionadas com os anéis de Saturno. Ele descobriu como os anéis são formados por radiação eletromagnética dos veículos emergentes gigantes (EMV) e que estes são controlados por uma forma de inteligência extraterrestre.

Em um estudo publicado em seu livro "Os Construtores de Anéis de Saturno", ressalta muitas pesquisas efetuadas sobre fotos coloridas de Saturno, mas a fonte era a NASA. Parabéns ao Dr. Bergrun da comunidade de investigação, para seus milhares de horas de estudo e documentação das suas conclusões.

Em Saturno estão gigantescas Naves Espaciais!

"Os misteriosos sinais captados de sondas espaciais como as antigas Voyager 1 e 2 e a super tecnológica Cassini Huygens, são indícios da presença de naves gigantescas que operam nos arredores de Saturno, o segundo maior planeta do nosso sistema solar. E não só isso!

A presença de tais veículos ET é certamente um dos mais importantes... Segredos das descobertas feitas no espaço.Grandes veículos cilíndricos, pertencentes a uma civilização extraterrestre desconhecida e altamente sofisticada, e estes também estão presentes nas regiões de Marte e da Lua ". (N. Bergrun)


Uma sombra enorme de uma espaçonave alienígena que se projeta sobre o solo de Marte
Em 1996, nosso grande telescópio espacial Hubble estava à procura de novas luas em Saturno e Júpiter. Mas naquele dia, o telescópio foi capaz de tirar fotos infravermelhas de Saturno e nas fotografias foram descobertos veículos misteriosos de origem desconhecida, que poderiam ser Naves Mães ou não, algum tipo de grandes naves de transporte alienígenas.

Uma dessas naves misteriosas parece ter um diâmetro próximo ao da Terra e outra tem mais de 80 mil quilômetros de comprimento! 

Em seu livro "Os Construtores de Anéis de Saturno", o Dr. Norman R. Bergrun, em colaboração com Walter Vincenti, emérito professor de aeronáutica e astronáutica da Universidade de Stanford, descreveu que os anéis de Saturno de fato não são totalmente naturais, mas artificialmente construídos a partir das gigantescas espaçonaves cilíndricas ET - veículos que circulam nos arredores de Saturno . Quem está fazendo, criando esses anéis e outros dispositivos artificiais em nosso sistema solar? Qual é a razão para tudo isso?

Não se esqueça que o Coronel Philip Corso, em 1947 teve um encontro com um ser ET. Neste encontro, Corso perguntou de qual planeta eles vieram, e quais eram os seus objetivos. A resposta foi a seguinte: Nós somos "OS CRIADORES", mas também somos chamados de IGIGI. Eles são, portanto, os criadores de mundos? Se lermos os textos antigos Sumérios (Enuma Elish), os famosos Nephilim foram descritos como criadores e os Guardiões do Universo.


Não parecem querer nos contatar por agora. Mas algo está se movendo na direção certa.

Nós todos sabemos que estes seres - as civilizações extraterrestres - altamente avançados, podem criar coisas maravilhosas em nosso sistema solar. E é de grande ajuda ter veículos que podem ser medidos diâmetros dos planetas como a Terra.

Um veículo ET de uma escala tão grande, tem capacidade para suportar uma civilização inteira. Eles também podem criar imensos anéis em torno de planetas, como Saturno, ou Júpiter, luas ou satélites, ou criar em torno de si. 

Parece que fazemos parte deste grande projeto.

Massimo Fratini

VIDEO DO YOU TUBE COM AUDIO DO SINAL ALIENÍGENA.


O sinal original pode ser baixado diretamente da sonda Cassini da NASA:


Este é o link para o artigo:

http://babelfish.altavista.com/ Aqui está o babel Inglês deste artigo a partir babelfish: Aviso que diz que os navios que foram observados em torno de Marte e da Lua (Luna) também.

Solange C. Ventura

sexta-feira, 7 de outubro de 2016


A sonda Curiosity, da NASA, completou sua jornada pelos Murray Buttes, e agora ela se prepara para ir em direção às altas inclinações do Monte Sharp. A intrépida sonda aproveitou, então, para tirar um selfie, com sinal de orgulho pela missão bem sucedida no cenário marciano.

Esta impressionante imagem, tirada em 17 de setembro de 2016, é na verdade uma composição de 60 fotos individuais tiradas pela lente MAHLI (Mars Hand Lens Imager) da sonda. A câmera e o braço não estão incluídos na composição, justamente pela câmera ficar na ponta de um dos braços. Por essa razão que a foto parece ter sido tirada por algum cidadão marciano.

A mesa escura no fundo é chamada de “M12”, e o Monte Sharp fica localizado na parte direita superior. A M12 está 7 metros acima da base de rochas escorregadias, que foram vistas atrás da sonda. Nas últimas semanas, a Curiosity perfurou e coletou amostras de pó na região. Muitas das fotos tiradas durante esta fase da missão estão entre as melhores que já vimos, revelando intrigantes rochas e formações.Você, inclusive, pode baixar as versões do wallpaper da imagem que abre este post.

Com a conquista da região de Murray Buttes, os cientistas da NASA já definiram um próximo destino que vai exigir que a sonda faça uma pequena força para escalar. A Curiosity está programada para subir um morro de 2,5 km, onde ele explorará locais ricos em hematitas de ferro óxido. Além disso, o veículo vai investigar a orientação a exposição de uma rocha rica em argila no planeta vermelho.

Rota feita pela Curiosity: do local onde ela aterrissou há quatro anos à sua localização atual no Murray Buttes. Além disso, há o caminho para o local onde há hematita e argila no Monte Sharp. (Imagem: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona)

Ambas estas áreas foram provavelmente originadas de diferentes condições ambientais. No entanto, os cientistas da missão querem ver se algumas delas podem ter tido algum tipo de ambiente habitável; tanto a hematita como a argila são tipicamente formadas em condições de encharcamento.

“Continuamos a atingir camadas mais altas e mais novas no Monte Sharp”, observou Ashwin Vasavada, cientista de projeto da Curiosity, em um comunicado da agência. “Mesmo após quatro anos explorando a região próxima e mesmo a parte superior da montanha, ainda há potencial de que o que acharmos vai nos surpreender.”

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Suposto planeta Nibiru é filmado da Pensilvânia


Gravação de um aparente corpo celeste próximo à lua, gera debates entre crentes e céticos. 



Teóricos temem que Nibiru destrua a Terra (USA-UK News/Youtube)


Segundo os adeptos da teoria dos ‘deuses astronautas’, a civilização suméria, estabelecida ao Sul da Mesopotâmia, onde hoje ficam os países do Iraque e Kuwait, em torno de 5500 a.C., teria descrito a existência de um planeta gigante, que um dia voltaria a se aproximar da Terra e destruir tudo que nela habita. Seu nome, Nibiru (ou Planeta X).

Embora um dos mais polêmicos e notórios pesquisadores daquela civilização, Zecharia Sitchin (1920 - 2010), tenha sido amplamente criticado no meio acadêmico após publicar a obra O 12º Planeta, em meados de 2010, cada vez mais pessoas em todo o mundo alegam filmar o temido astro.

Dessa vez, a gravação do hipotético Nibiru emergindo por trás da lua, divulgada recentemente na Internet, tem gerado preocupação entre os crentes e os teóricos da conspiração.

De acordo com informações do periódico europeu Express, edição de segunda-feira (22), conspirólogos acreditam que num determinado momento (eles não sabem a data), Nibiru chegará tão perto de nós que, devido a sua enorme massa, a atração gravitacional entre ambos os corpos provocará terremotos apocalípticos sobre a Terra. Enfim, se isso acontecer, dizem eles, não haverá mais a civilização humana.

Conforme o canal responsável pela exposição do vídeo no Youtube, o planeta foi testemunhado pela primeira vez sobre o estado da Pensilvânia (EUA). Ao narrar o acontecimento, o interlocutor enfatiza que o astro é o verdadeiro motivo de as luas ficarem ‘vermelhas’ em determinadas épocas.

Embora os entusiastas de tragédias suponham que Nibiru tenha influência na coloração da lua, astrônomos explicam que o episódio, conhecido pelo termo ‘lua de sangue’, é causado pelo posicionamento do Sol e da lua.

No ano passado, por exemplo, tivemos quatro ocorrências de ‘luas de sangue’ em diferentes continentes. Contudo, esse evento continua sendo raro, tendo ocorrido poucas vezes num período de dois mil anos.

A ‘verdade’

Ainda que o narrador do vídeo e milhares de pessoas ‘jurem de pés juntos’ que a cena captada na gravação ocorrida na Pensilvânia tenha relação com a presença do emblemático corpo celeste, especialistas explicam que imagens duplicadas da lua ocorrem devido ao alargamento da lente. Esse processo, no entendimento dos estudiosos, ocasiona uma espécie de reflexo do nosso satélite natural.

Porém, para o autor do vídeo, a argumentação técnica proferida pelos profissionais de imagens já era esperada. "Agora eu sei que muitos de vocês pessimistas dirão que este é um reflexo de lente, mas guardem os comentários para outro momento como este, que é um objeto fixo ao lado da lua, não há absolutamente nenhuma dúvida sobre isso”, insiste o dono do canal.

Mesmo que o alegado planeta Nibiru, ou Planet X, seja apenas uma fábula inventada por Zecharia Sitchin, o fato é que no início de 2016 astrônomos revelaram a presença de um astro errante nos limites do Sistema Solar. Até o momento, eles ainda não identificaram suas características.

A seguir, assista a gravação original. Depois, veja um depoimento de Zecharia Sitchin sobre Nibiru (legendas em português). No entanto, não se esqueça: aprecie a informação com moderação.





segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Astrônomos descobriram uma parte da Via Láctea onde não há estrelas jovens

© Reprodução

Uma equipe de astrônomos descobriu um larga extensão do espaço no centro da Via Láctea onde não não há estrelas jovens. Este deserto estelar fica a 8.000 anos-luz do centro galáctico — e a área não produz novas estrelas há centenas de milhões de anos.

Em um estudo publicado no Monthly Notices, da Royal Astronomical Society, uma equipe de astrônomos lideradas por Noriyuki Matsunaga, da Universidade de Tóquio, descreveu este lugar desértico como um vazio estelar. A análise deles mostra que uma parcela considerável do Disco Extremo Interno do espaço conta com nenhuma estrela jovem, e tem sido assim por um longo período.

Há bilhões de estrelas em nossa galáxia, algumas jovens e outras velhas. Ao medir a distribuição dessas estrelas, os astrônomos podem entender melhor como a Via Láctea se formou e evoluiu.

Um tipo de estrela em particular, a Cefeida, está entre as mais novas de nossa galáxia, datando entre 10 e 300 milhões de anos (comparado com nosso Sol, que tem aproximadamente 4,6 bilhões de anos, elas são novas). As Cerfeidas são facilmente detectáveis, pois elas pulsam em um padrão previsível. Além disso, esses ciclos de pulsação permitem que astrônomos estimem a distância e idade delas.

Infelizmente, achar Cerfeidas no interior da Via Láctea é difícil, por causa da poeira interestelar que bloqueia nossa visão. Para espreitar essa região e ver se há Cerfeidas no Disco Extremo Interno do espaço, Matsunaga e sua equipe fizeram observações no infravermelho na região usando um telescópio japonês localizado na África do Sul. Eles, então, descobriram que dificilmente há Cerfeidas por lá, o que foi uma surpresa para eles.

Trabalhos anteriores de astrônomos revelaram que havia algumas Cerfeidas no centro da Via Láctea, numa região de raio de cerca de 150 anos-luz. Porém agora eles descobriram que fora desta região há um grande “deserto de Cerfeidas” em uma extensão de 8.000 anos-luz de distância do centro da galáxia. Para colocar em perspectiva, a Via Láctea tem uma extensão de 100 mil anos-luz. Ou seja, é espaço pra caramba sem nenhuma empresa. É um pouco assustador pensar nisso.

Curiosamente, a descoberta coincide com o trabalho de radioastrônomos, que também concluíram que estrelas jovens não nasceram naquela região. Mais para frente, os astrônomos vão estudar o movimento e a composição química de novas Cerfeidas para entender melhor a formação e a evolução da Via Láctea — e por qual razão existe este núcleo estéril.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Terremotos em Marte podem ser chave para vida, dizem cientistas



© Fornecido por New adVentures, Lda.


Terremotos marcianos poderiam produzir quantidade suficiente de hidrogênio necessária para existência de vida microbiológica nas profundezas do planeta vermelho, que se alimentariam do gás produzido. A informação foi divulgada na revista Astrobiology.

"Nossos colegas demonstraram que o hidrogênio pode ser produzido no momento da quebra das rochas durante o sismo, em resultado do choque entre as rochas. Nós descobrimos que tais atritos geram suficiente hidrogênio para suportar o crescimento de micróbios nas fraturas mais ativas", relata Sean MacMahon da Universidade de Yale (EUA).

McMahon e seus colegas chegaram a esta conclusão surpreendente, estudando a composição química dos fluidos gerados nos subsolos de Marte, mais precisamente nas proximidades das falhas tectônicas, onde recentemente foi observada atividade sísmica e caíram asteroides e meteoritos.

A presença de hidrogênio em todas as amostras de rocha, de acordo com McMahon e seus colegas, indica que hidrogênio é sempre formado em atividade tectônica do planeta, tal como terremotos, e o volume de hidrogênio deve ser suficiente para manter oásis clandestinos de micróbios que se alimentam de CO2 e hidrogênio.

Muito em breve será possível testar esta teoria – a sonda InSight vai para Marte em 2018. O sismômetro da sonda vai ajudar aos cientistas a desvendar as propriedades dos terremotos em Marte, sabendo se tais fenômenos são capazes de preencher o subsolo do planeta vermelho com quantidade suficiente de hidrogênio. As informações são da Sputnik News Brasil.

domingo, 18 de setembro de 2016

Estranho sinal extraterrestre anunciado pelo SETI intriga cientistas



Poderia ser uma tentativa de comunicação de vida inteligente? O que os cientistas dizem sobre o estranho sinal?


Um sinal intenso e estranho, vindo de uma estrela como o Sol, foi detectado pelos astrônomos, que por sua vez, estão tentando descobrir o que ele significa.

Apesar da notícia ter sido divulgada agora, a detecção foi feita há muito tempo, em maio de 2015, através de um rádio telescópio na Rússia, operado pelo Instituo de Busca por Vida Extraterrestre Inteligente (SETI). O sinal, de acordo com o comunicado oficial, parece se originar de HD 164595, um sistema de estrelas situado a cerca de 94 anos-luz da Terra.


Os astrônomos ainda não publicaram um estudo sobre tal detecção, que ainda deve ser discutida no 67° Congresso Internacional de Astronáutica (IAC), em Guadalajara, no México, de acordo com Paul Gilster, do Centauri Dreams.



Rádio Telescópio RATAN-600, localizado na Rússia, responsável pela detecção do estranho sinal de HD 164595.


Os astrônomos já sabem que HD 164595 abriga um planeta com massa equivalente ao nosso gigante Netuno, mas que ele orbita sua estrela numa proximidade maior do que aquela que seria ideal para suportar a vida como conhecemos. No entanto, é possível que existam outros mundos ainda não descobertos no sistema, disse o astrônomo Seth Shostak, do Instituto SETI.

Os cientistas responsáveis pela detecção são pesquisadores respeitados, e o sinal, segundo eles, é forte o suficiente para ser distinguido de um ruído aleatório. Além disso, o sinal é consistente com aquilo que poderíamos esperar de uma civilização extraterrestre inteligente, disse Seth. "E se realmente foram alienígenas que enviaram esses sinais, certamente eles são muito mais avançados do que nós", acrescentou.


"Com base nas características do sinal recebido, a hipotética civilização extraterrestre teve que gerar cerca de 100 bilhões de bilhões de watts de energia para lançá-lo em todas as direções. Por outro lado, se a intenção seria de enviar o sinal na direção da Terra (por alguma razão), eles teriam que produzir mais de 1 trilhão de watts", disse Seth. "O primeiro número é centenas de vezes mais intenso do que toda luz solar que incide sobre a Terra. Essa é uma conta de energia muito grande."

O Instituto SETI mirou o Allen Telescope Array (ATA), um sistema de rádio telescópios localizado na Califórnia, EUA, na direção de HD 164595, e novas observações devem ocorrer futuramente. Os astrônomos estão apreensivos com os resultados dessas pesquisas, mas por outro lado, Seth suspeita que há chances do sinal não ter origem em uma civilização avançada.



Allen Telescope Array, Califórnia, EUA. 
Por exemplo, é possível que seja uma interferência causada por um satélite em órbita da Terra, ou por um objeto mais próximo. Segundo Seth, sua aposta no momento seria alguma interferência que tenha causado o estranho sinal.


Outra possibilidade, muito possível, é que nós nunca saberemos. A equipe responsável pelo rádio telescópio russo já observava o sistema HD 164595 há algum tempo antes de detectar esse estranho sinal. Mais precisamente, eles fizeram 39 observações, e o sinal foi detectado apenas uma única vez. "Se ninguém conseguir detectar esse sinal novamente, é provável que ele se torne mais um grande mistério ao estilo do famoso Sinal Wow, de 1977", disse Seth.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Nibiru (Planeta X) vai chegar? Novo planeta dá fôlego a teorias da conspiração



Indícios de novo planeta foram anunciados por cientistas em janeiro, mas para alguns se trata de lendas antigas

Nibiru, Hercólubus, Segundo Sol, Nêmesis. Você com certeza já ouviu falar de pelo menos um destes termos astronômicos – nem que seja na música popular. Cássia Eller à parte, as teorias que envolvem tais nomes apresentam diferenças, mas combinam em um ponto: um corpo celeste se aproxima da Terra e causa transformações em nosso planeta. A tese foi bastante divulgada até 2012 (lembra do "fim do mundo"?), mas depois foi deixada de lado. Agora, ganhou novo fôlego com os indícios de um novo planeta em nosso Sistema Solar. Mas do que se trata?

"A Nasa esconde da gente"


Elizabeth Garcia tem 51 anos e trabalha em uma clínica de estética na região da avenida Paulista, em São Paulo. Em parte das horas vagas, se dedica a pesquisar sobre Nibiru (para ela, todos os termos se referem ao mesmo objeto) e divulgar na internet. A página do Facebook da qual é dona ("Nibiru – O Segundo Sol") começou como um arquivo pessoal para guardar supostas fotos do "Segundo Sol", mas agora tem quase 13 mil seguidores e quatro administradores.

Nos contatos preliminares com a reportagem, ela deixa logo claro: "não é lenda urbana, é fato". A certeza dela veio após uma dica da irmã sobre o assunto, observações em Itanhaém (SP) e pesquisas em supostos sites fechados pela Nasa. O argumento de Elizabeth, por sinal, passa pelo mesmo de toda teoria conspiratória e é parecido com os que acreditam na Terra Plana: "a Nasa esconde da gente", afirma ela.

Elizabeth faz parte dos crédulos de que Nibiru (ou Segundo Sol) é uma estrela anã-marrom, um corpo celeste com pouco brilho, que se aproxima da Terra. A aproximação seria a responsável por mudanças climáticas e atividades da natureza, como terremotos. Para ela, é exatamente ele o suposto novo planeta apontado por cientistas.


Foto tirada por Elizabeth mostra suposto "Segundo Sol" - para astrônomo consultado pelo UOL, não passa de um buraco entre as nuvens por onde a luz passa


"Nós achamos que é o planeta Nibiru, mas que eles estão tentando dar uma forma de divulgar para a gente isso", alega, para depois dizer que o corpo não deve colidir com a Terra, como antes alguns fanáticos apontavam. "Ele não vai colidir, vai fazer sua passagem pelo Sistema Solar e vai afetar todos os planetas. Teremos mais terremotos, vulcões, tsunamis, secas, inversões dos nossos polos. São coisas que já vêm acontecendo", diz, baseada em sua pesquisa particular na internet.

De fato, a sua página vai além da simples discussão sobre Nibiru e divulga também qualquer dado relacionado a eventos da natureza na Terra. A comunidade é dinâmica: de acordo com Elizabeth, há gente de todas as idades e até quem aparece só para chamá-la de louca, mas também quem participa enviando imagens.
"Loucura total"

Mike Brown, o principal responsável pelo estudo recente que dá fortes indícios de um suposto novo planeta no nosso Sistema Solar, afirmou, que a lenda de Nibiru e afins é "loucura total". Quem vai na mesma linha é o astrônomo brasileiro Renato Las Casas, chefe de astronomia do Icex da UFMG (Instituto de Ciências Exatas da Universidade Federal de Minas Gerais).

"Este corpo, nessas condições, não existe. Acreditamos que o Sistema Solar atingiu um equilibro pelo menos para os grandes corpos. Um planeta causar uma grande perturbação, como maremotos e afins, não tem a mínima chance. A gente já estaria vendo esse planeta há muito tempo. Na ciência a gente nunca pode dizer que algo é impossível, mas têm algumas coisas que é viajar na maionese", também refutando a tese da Nasa esconder a informação.


Frederic J. Brown/AFP

Mike Brown, responsável pelo estudo do novo planeta, diz que lendas de Nibiru e afins são "loucura"


"A Nasa esconder uma coisa como um corpo enorme perto da Terra é impossível. Não é só a Nasa que obtém essa informação, existem outras pessoas e instituições mundo afora. Mas poxa, o pessoal da Nasa também é gente, são humanos. Guardar um segredo desse? Impossível", afirma Las Casas.

O fato de Nibiru, nos moldes defendidos por alguns grupos, ser impossível para Las Casas não quer dizer, contudo, que outro corpo celeste grande não apareça. Para o astrônomo, é possível existir um planeta longínquo, mas não em rota de passagem pela Terra. O astrônomo da UFMG ainda deixa claro que a ciência estuda inúmeras possibilidades de fim do mundo, mas nenhuma envolvendo um corpo como o "Segundo Sol".

"Fim do mundo é quase certo. Vai ser daqui 4,5 bilhões de anos, quando o Sol virar uma estrela vermelha. Agora, o fim da humanidade, se não se espalhar por outros planetas, vai vir muito antes disso. A ciência cita umas 20 possibilidades para isso, sendo que algumas teriam origem astronômica. Uma delas pode ser a colisão de um grande corpo com nosso planeta. Não um outro planeta, mas talvez um grande asteroide", conta Las Casas.
Imaginário popular

Os dois astrônomos têm suas opiniões sobre o motivo da astronomia atrair tanto interesse e teorias diferentes, algumas delas conspiratórias. Para Mike Brown, é porque "faz parte da nossa vizinhança". Já Las Casas acredita que é porque o campo remete a "questões transcendentais" (de onde viemos? Para onde vamos?). Não à toa, alguns dos nomes citados no início do texto fazem parte da cultura popular.

A teoria do "Segundo Sol", eternizada na voz de Cássia Eller, faz menção ao nosso Sistema Solar ser binário, com o Sol ligado a uma outra estrela. Já Hercólubus está relacionado a um livro do ocultista V. M. Rabolú que prevê um corpo que estaria se aproximando da Terra e que foi o responsável por destruir Atlântida, a cidade perdida, há milhares de anos.

Nêmesis seria um objeto grande que atrairia cometas para a Terra e explicaria destruições em massa do nosso planeta, mas foi praticamente descartado após a sonda Wise, da Nasa, não achar nada do tipo. Nibiru, por sua vez, tem sua origem em supostos escritos dos sumérios traduzidos pelo arqueólogo Zecharia Sitchin que mostrariam uma interação de antigas civilizações com seres humanoides deste planeta, chamados "anunnaki".

Um dos poucos cientistas que defendeu a aproximação de um corpo celeste grande causador de transtornos na Terra foi o chileno Carlos Muñoz Ferrada, que ficou famoso por avisar sobre um terremoto no Chile que depois causaria milhares de mortes. Ele diz que seria um "planeta-cometa", por ter massa planetária e órbita de um cometa. A ciência, por enquanto, não conseguiu provar nenhuma dessas teorias.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Misteriosa pedra alienígena é encontrada na Suécia



Cientistas acreditam ter encontrado o primeiro exemplar do chamado meteorito "extinto", em uma pedreira na Suécia.

A pedra alienígena, do tamanho de uma bolacha, seria parte de uma rocha muito maior e teria caído na Terra há 470 milhões de anos. De acordo com o líder do estudo sobre o achado, o geologista Birger Schmitz, essa pedra espacial seria diferente de tudo o que já foi encontrado anteriormente no nosso planeta. Esse raro objeto também pode dar aos cientistas informações mais detalhadas sobre o início da história do nosso Sistema Solar.

"Este pode ser o primeiro exemplo documentado de um meteorito "extinto", isto é, um tipo de meteorito que não cai mais na Terra hoje porque o seu corpo original já foi consumido por colisões. Os meteoritos encontrados na Terra hoje, aparentemente, não dão uma representação completa do tipo de corpos do cinturão de asteroides [entre Marte e Júpiter]", disse Schmitz, que é professor da Universidade de Lund, na Suécia.

Chuva de meteoros

Imagina-se que, em um passado remoto, o pequeno meteorito - batizado de Österplana 065 (Öst 65) - tenha feito parte de um pedaço de rocha muito maior, um asteroide com 20 a 30 quilômetros de largura, formado há 3 bilhões de anos. Esta enorme pedra, centenas de milhões de anos atrás, colidiu com outro corpo enorme, resultando em uma chuva de meteoros nos céus de uma então jovem Terra.

Este meteorito é classificado como um condrito, que provavelmente teve origem no cinturão de asteroides. Juntamente com cerca de 100 partes de condritos até agora descobertos, este novo fragmento alienígena originalmente afundou no oceano, que mais tarde se transformou no que hoje é a pedreira na cidade de Thorsberg, onde a rocha foi descoberta. 

A pedra é rica em elementos como o irídio, que é relativamente raro na Terra, e de um isótopo particular do neônio, em proporções diferentes dos condritos que são encontrados na região.

O estudo sobre o meteorito Öst 65 foi publicado na revista Nature Communications.



Fontes: Huffington Post , Nature Communications , Phys.org

Pesquisa dores podem ter descoberto fora da Terra a origem do ouro

Cientistas buscam a origem de alguns dos materiais mais preciosos da Terra (como ouro, prata e platina) há quase seis décadas.


Agora eles podem ter encontrado uma solução. E a resposta aponta para o espaço.

Elementos pesados e valiosos como esses necessitam de uma grande quantidade de energia para serem produzidos. Até agora, ninguém consegue explicar como eles surgiram no universo. Mas a descoberta de que uma galáxia-anã chamada Reticulum II (situada a cerca de 98 mil anos-luz da Terra) possui estrelas que contêm uma quantidade colossal desses metais pode colocar fim a esse mistério.

De acordo com a Anna Frabel, cientista do MIT, entender como esses elementos pesados são formados é um dos maiores desafios da física nuclear. “A produção deles demanda tanta energia que seria quase impossível cria-los experimentalmente. O processo de criação deles não parece funcionar na Terra. Então temos que usar as estrelas e os objetos no cosmo como nosso laboratório”, diz.

Mas como todo esse ouro, prata, urânio, chumbo, platina vieram parar na Terra? A equipe da pesquisadora acredita que eles foram criados em explosões de nêutrons provocadas pela colisão de estrelas em galáxias-anãs como a Reticulm II. Em seguida, eles se incrustaram em asteroides, que transportaram os elementos para nosso planeta.


Fonte: Science Alert

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Universo está se expandindo 9% mais rápido do que era imaginado

A notícia pegou todos de surpresa: o Universo está se expandindo mais rápido do que os astrônomos pensavam.

De acordo com dados do telescópio espacial Hubble, da NASA, o Universo está crescendo 5% a 9% mais rápido do que o esperado. Isso significa que o espaço está se expandindo com rapidez suficiente para dobrar a distância de nossa galáxia e nossos vizinhos mais próximos daqui 10 bilhões de anos.

Os cientistas acreditam que a descoberta pode revelar novas informações sobre a matéria escura, novos tipos de partículas e poderia até mostrar que a teoria da gravidade de Einstein é incompleta. 

"Esta descoberta surpreendente pode ser uma pista importante para entender as partes misteriosas do Universo, que compõem 95% de tudo e não emitem luz, como a energia escura, matéria escura e a radiação escura", disse o líder do estudo e ganhador do Prêmio Nobel, Adam Riess, do Space Telescope Science Institute e da Universidade Johns Hopkins, ambos localizados em Baltimore, Maryland, nos Estados Unidos. 

As conclusões do estudo serão publicadas na próxima edição da revista The Astrophysical Journal. 

Precisão sem precedentes 

A equipe de Riess fez a descoberta após fazer obter uma precisão sem precedentes da taxa de expansão atual do Universo. Agora, o risco de  incerteza é de somente 2,4%. 

A equipe fez os refinamentos dos cálculos após o desenvolvimento de técnicas inovadoras que melhoraram a precisão de medições de distâncias de galáxias distantes. A equipe procurou galáxias que contêm as estrelas cefeidas -  uma estrela gigante ou supergigante amarela, de 4 a 15 vezes mais massiva e de 100 a 30 mil vezes mais brilhante que o Sol - e supernovas tipo Ia - uma subcategoria das estrelas variáveis cataclísmicas, resultado de uma violenta explosão de uma estrela anã branca. 

Como foi feito 

Medindo cerca de 2.400 estrelas cefeidas em 19 galáxias e comparando o brilho observado, os pesquisadores mediram com precisão o seu verdadeiro brilho e distâncias calculadas para cerca de 300 supernovas de tipo Ia em galáxias distantes. A equipe comparou essas distâncias com a expansão do espaço, medida pelo alongamento de luz de galáxias se afastando. 

Eles usaram estes dois valores para calcular o quão rápido o Universo se expande com o tempo, ou a chamada Constante de Hubble. 

Ou seja, os números indicam que Constante de Hubble é de aproximadamente 73,2 quilômetros por segundo por megaparsec (um megaparsec é igual a 3,26 milhões de anos-luz). 

Como astrônomos vão solucionar o mistério da “megaestrutura alienígena”




A KIC 8462852 rapidamente se tornou um dos maiores mistérios astronômicos da década. Ainda vai demorar um tempo até termos respostas concretas sobre essa estranha estrela brilhante, mas os astrônomos pretendem ir a fundo para descobrir o que ela significa. Como eles vão fazer isso?


“Se conseguirmos observá-la novamente no ato de escurecimento, isso ajudaria bastante,” disse Jason Wright, da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos EUA, ao Gizmodo.

Wright é o astrônomo que fez a KIC 8462852 ficar famosa no ano passado ao sugerir que a estrela poderia ser obstruída por uma megaestrutura alienígena. Ele, junto com vários outros astrônomos com quem falei recentemente, concorda que a melhor forma de entendermos esta estrela estranha é observando-a enquanto faz alguma coisa estranha.

A KIC 8462852, também conhecida como “estrela de Tabby”, foi inicialmente detectada nos dados do telescópio espacial Kepler em setembro passado. Apesar de ser uma estrela comum da sequência principal tipo F – um pouco maior e mais quente que nosso sol – ela chamou a atenção de astrônomos. Durante a observação de dados coletados ao longo de quatro anos, a emissão de luz da estrela diminuiu intermitentemente, algo que não é consistente com nenhum fenômeno astronômico que conhecemos. Explicações para o bizarro comportamento da estrela vão de um enxame de cometas, passando por gravidade escurecendo, e também megaestruturas alienígenas. É fácil saber qual dessas possibilidades desencadeou uma histeria global.

Mas a KIC 8462852 não parou ainda de nos surpreender. O mistério se aprofundou na semana passada quando Bradley Schaefer, da Universidade do Estado de Louisiana decidiu observar placas fotográficas antigas da estrela no céu. O que ele percebeu foi impressionante: ao longo do último século, a emissão total de luz da estrela caiu cerca de 19%. A estrela não estava apenas pulverizando – ela está desaparecendo completamente.

“Não há precedentes para uma estrela da sequência principal variar tanto em brilho como essa,” Schaefer disse ao Gizmodo. “Ver essa estrela escurecer em 20% em um século é mais do que apenas espantoso.”



Mudanças no brilho da KIC 8462852 ao longo de um período de 1500 dias observados pelo Kepler. Os painéis de baixo são versões do de cima concentradas entre os dias 800 e 1500. Via Tabetha Boyajian.

“Estávamos perplexos quando vimos isso nos dados do Kepler, e se fosse apenas isso ainda estaríamos perplexos”, disse Wright. “A hipótese do cometa era ótima porque podia explicar quase qualquer coisa, mas ela não funciona com esses novos dados.”

O que sabemos, de acordo com Wright, é que o que quer esteja obstruindo a estrela, não está emitindo nada com força no espectro infravermelho, o que significa que não é algo quente. Isso significa que estamos falando em algo que está em uma órbita distante, o que não melhora nossas possibilidades de dar uma boa olhada no que é.


A KIC 8462852 escurecendo com o passar do tempo. Os diamantes azuis representando medidas feitas entre 1890 e 1989, enquanto as linhas sólidas e pontilhadas são tendências ajustadas. Via Schaefer.

Mas tem um jeito dos astrônomos entenderem o que está causando o escurecimento da estrela – e para isso eles precisam olhar para a KIC 8462852 durante esse evento.

Quando o Kepler observou a KIC 8462852 escurecer anos atrás, ele só estava coletando luz branca – agregando informações ao redor do espectro visível. Tudo o que podemos fazer com esses dados é determinar os eventos de escurecimento. Mas se acontecer novamente, os astrônomos estariam preparados para fazer as medidas precisas em uma gama maior de comprimentos de onda. Conforme a luz estelar da KIC 8462852 passa através de qualquer que seja o material que a está obstruindo, certas cores são absorvidas mais do que outras. Isso nos daria uma impressão digital espectral, que poderia ser usada para definir para qual tipo de material estamos olhando.

“A partir do espectro, podemos ver linhas de absorção de qualquer gás associado com o ‘ocultador'”, disse Shaefer. “Podemos ver uma vermelhidão que apontaria para o ocultador sendo principalmente poeira, ou poderíamos ver uma cor neutra que apontaria para um corpo sólido. Isso diminuiria bastante as possibilidades.”

Nos próximos meses, astrônomos vão se concentrar nisso. A KIC 8462852 está atrás do Sol e só é visível a luz do dia, tornando-a impossível de ser observada do solo. De acordo com Tabetha Boyajian, a astrônoma de Yale que descobriu a estrela, alguns poucos satélites a estão observando, mas a cobertura temporal não é ótima. “No geral, estamos usando esse tempo para nos preparar para o que fazer quando a estrela ficar visível novamente dentro de alguns meses,” disse.

Isso inclui a discussão de diferentes cenários, e descobrir quais dados vão ser necessários para confirmar ou refutar cada um deles. “Quando o escurecimento começar novamente, estaremos preparados para observá-los com tudo o que temos,” disse.

Wright também disse que apesar de duas pesquisas independentes não terem detectado nenhuma evidência de tecnologia extraterrestre, o programa SETI da Universidade da Califórnia em Berkeley agora está trabalhando com a iniciativa bilionária de caça a extraterrestres Breakthrough Listen, e planeja conduzir uma varredura ampla das redondezas da estrela ao longo dos próximos meses. A possibilidade de estarmos observando algo como uma estrela de Dyson é bastante improvável, no entanto… não foi completamente descartada a hipótese.

“A hipótese de ETs é pouco provável,” disse Wright, lembrando que ela pode ser invocada para praticamente qualquer coisa – a falácia de envolver alienígenas em tudo o que não conseguimos explicar em um primeiro momento.

De qualquer forma, podemos apostar que os astrônomos não vão descansar até descobrirem uma explicação para tudo isso.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

A Abdução de Travis Walton



O caso começou em uma quarta-feira, 5 de novembro de 1975. Walton era empregado de Mike Rogers, que durante nove anos fora contratado pelo Serviço Florestal dos Estados Unidos para diversas tarefas. Rogers, então com 28 anos, e Walton, com 22, eram os melhores amigos; Travis namorava a irmã de Roger, Dana, com quem mais tarde se casaria. Os outros homens no grupo eram Ken Peterson, John Goulette, Steve Pierce, Allen Dallis e Dwayne Smith, que viviam na pequena cidade de Snowflake, Arizona.


Rogers fora contratado para podar árvores baixas e outros arbustos em uma grande área (mais de 1.200 acres) próxima de Turkey Springs, Arizona. O trabalho era o contrato mais lucrativo de Rogers com o Serviço Florestal, mas seu pessoal estava com o cronograma atrasado. Assim, precisavam trabalhar durante longos turnos para atender o contrato, normalmente das 6h da manhã até o por do sol.


Pouco depois das 18h, no anoitecer de 5 de novembro, Roger e seu grupo haviam terminado seu trabalho naquele dia e se acomodavam na caminhonete de Roger para voltarem a Snowflake.


O grupo informou que logo depois de começarem o retornar, viram uma luz brilhante vindo de trás de uma colina adiante. Ao se aproximarem de carro o bastante para ver a fonte da luminosidade, perceberam que esta emanava de um objeto discóide parado a uns 6m de altura e dividido por linhas verticais escuras. O disco tinha aproximadamente 2,5m de altura e 6m de diâmetro.


Rogers diminuiu a velocidade da caminhonete até parar, após o que, segundo eles, Walton saltou da caminhonete e correu em direção ao disco. Os outros homens disseram que gritaram para que Walton voltasse, mas ele continuou em direção ao disco. Mais tarde ele explicaria a sua atitude: "Eu fiquei com medo do OVNI ir embora e eu perder a chance da minha vida de ver um disco voador."


Os homens relataram que Walton estava quase abaixo do disco quando o objeto começou a emitir ruídos muito altos, similares aos de uma turbina. A espaçonave começou a rodopiar e Walton se abaixou atrás de uma pedra. Ao se levantar para voltar à picape sentiu como que uma alta descarga elétrica e desmaiou. Ele aparentemente não viu o que o acertou, mas seus amigos sim: um forte raio de luz azul saído do OVNI.


Rogers disse mais tarde que estava convencido de que Walton morrera e, assim, se afastou dirigindo rapidamente pela estrada acidentada, com medo de que o disco estivesse perseguindo a caminhonete. Quando já estavam distantes do local, Rogers olhou para trás e viu que nada os seguia. As discussões começaram sem demora. Peterson e Rogers disseram que eles deveriam voltar e pegar Walton, mas alguns rejeitaram a ideia. Nesse momento, Rogers parou a caminhonete e disse com firmeza: "Quem não quiser voltar saia do carro agora e espere! Agimos como um bando de covardes, é verdade, mas precisamos fazer o que devíamos ter feito em primeiro lugar!


Todos concordaram em voltar. Ainda estavam se aproximando do local do incidente quando Rogers, o motorista, conseguiu ver rapidamente entre as árvores, ao longe, o objeto luminoso subindo e afastando-se a alta velocidade para nordeste.


Quando chegaram ao lugar onde haviam abandonado Walton, estava tudo quieto. Ainda receosos, saíram do veículo juntos, mas acabaram por se separar para vasculhar melhor a área, chamando pelo amigo. Inicialmente eles ficaram aliviados por não encontrar nenhum corpo, achando que Walton havia escapado. Mas depois de procurarem bastante e nada encontrarem, pensaram com horror na hipótese que restava: ele havia sido levado pelo disco voador!


Aproximadamente às 19h30min, Peterson ligou para a polícia de Heber, Arizona, próximo a Snowflake. O agente Chuck Ellison, da Polícia de Navajo, respondeu à chamada. Inicialmente, Peterson informou que um membro de sua equipe de madeireiros estava desaparecido. Em seguida, Ellison se encontrou com os homens em um centro comercial, onde relataram sua história, todos eles perturbados, dois em prantos, e embora estivesse cético a princípio sobre aquele relato fantástico, Ellison mais tarde refletiu que "se estivessem fingindo, eram tremendamente bons naquilo."


Ellison informou seu superior, o xerife Martin Gillespie, que disse a Ellison para manter os homens em Heber até que ele chegasse com o agente Ken Coplan para interrogar os homens. Em menos de uma hora, Gillespie e Coplan chegaram, e ouviram a história contada pelos próprios homens. Rogers insistia em retornar ao local imediatamente para procurar por Walton, com cães farejadores, se possível. Não havia cães disponíveis, mas os policiais e alguns dos homens retornaram ao local. Três dos membros do grupo – Smith, Pierce e Goulette – estavam perturbados demais para serem úteis em uma busca e, assim, decidiram voltar para Snowflake e relatar as más notícias aos amigos e familiares.)


De volta ao local, os policiais começaram a suspeitar da história relatada pelo grupo, principalmente porque não havia nenhum indício físico para comprovar o relato. Embora mais policiais e voluntários chegassem ao local, não encontraram nenhum sinal de Walton. As noites de inverno podem ser bem frias nas montanhas e Walton usava somente jeans, uma jaqueta de brim e uma camiseta. A polícia temia que Walton pudesse sucumbir à hipotermia se estivesse perdido.


Rogers e o xerife Coplan foram dar a notícia à mãe de Walton, Mary Walton Kellett, que vivia em um pequeno rancho em Bear Creek, a umas 10 milhas (16 km) de Snowflake. Rogers contou a ela o que acontecera e ela pediu que repetisse o relato. Em seguida, perguntou calmamente se alguma outra pessoa além da polícia e das outras testemunhas tinha ouvido a história. Coplan achou estranha a discrição da resposta, um fator que contribuiu para a crescente suspeita entre a polícia de que outra coisa era responsável pelo sumiço de Walton, não um OVNI.


Aproximadamente às 3h da madrugada, a sra. Kellet telefonou para Duane Walton, seu segundo filho mais velho, que rapidamente deixou sua casa em Glendale, Arizona, e dirigiu até Snowflake.


Na manhã de 6 de novembro, muitos agentes e voluntários haviam vasculhado a área no local em que Travis desaparecera. Nenhum vestígio dele fora descoberto e a suspeita aumentava entre os policiais de que a história do OVNI fora inventada para encobrir um acidente ou homicídio. No sábado de manhã, Rogers e Duane Walton chegaram ao escritório do xerife Gillespie explosivamente furiosos por terem retornado ao local e não encontrado nenhum policial lá. Naquela tarde, a polícia buscava por Travis com helicópteros, homens a cavalo e jipes.






No sábado, a notícia do desaparecimento de Walton já havia se espalhado internacionalmente. Repórteres, ufologistas e curiosos começaram a chegar a Snowflake.


Entre os visitantes estava Fred Sylvanus, um investigador de OVNIs de Phoenix, que entrevistara Rogers e Duane Walton no sábado, 8 de novembro. Embora repetidamente expressando preocupação pelo bem-estar de Travis (e criticando o que a eles parecia ser um esforço sem empenho da polícia), ambos os homens deram declarações que os atormentariam quando usadas pelos críticos.


Nas gravações feitas por Sylvanus, Rogers notou que, por causa do desaparecimento de Travis e da busca posterior, não conseguiria cumprir seu contrato com o Serviço Florestal e esperava que a busca por seu amigo desaparecido aliviasse a situação. Duane Walton informou que ele e Travis tinham bastante interesse em OVNIs e que uns doze anos antes Duane vira um OVNI similar àquele visto pelo grupo de madeireiros. Duane relatou que ele e Travis haviam decidido que, se tivessem chance, chegariam mais perto possível de qualquer OVNI que vissem. Duane também sugeriu que Travis não seria ferido pelos alienígenas, porque "eles não machucam as pessoas". Inadvertidamente, Rogers e Duane Walton lançaram as bases para uma interpretação alternativa do caso com suas declarações. Mais tarde, Travis diria que nunca tivera um “grande” interesse em OVNIs, mesmo depois da suposta abdução, mas a fita com a gravação da declaração de seu irmão Duane, enquanto Travis estava desaparecido, contraria a declaração de Travis.


Logo depois da entrevista de Sylvanus, o delegado de Snowflake, Sanford Flake, declarou que todo o caso fora uma peça engendrada por Duane e Travis. Eles haviam enganado a turma de madeireiros acendendo um balão e "soltando-o no momento apropriado". A esposa de Flake discordava, dizendo que a história do marido era tão forçada quanto a de Duane Walton.


Nesse meio tempo, os policiais visitavam repetidamente a casa da sra. Kellet. Numa ocasião, Duane retornou e a encontrou às lágrimas enquanto era interrogada em sua sala de estar. Duane disse à polícia para sair, a menos que tivesse algo novo para informar ou perguntar. Duane sugeriu que ela falasse com a polícia somente na varanda da frente, o que lhe permitiria interromper a entrevista em qualquer momento, bastando simplesmente entrar na casa. Foi exatamente o que ela fez após o delegado Flake chegar com uma mensagem que contribuiu para o sentimento entre os céticos de que a sra. Kellet estava escondendo alguma coisa. Ou alguém.


Duane também conversou com William H. Spaulding do Ground Saucer Watch. Spaulding sugeriu que se Travis retornasse, o GSW poderia providenciar um médico para examiná-lo confidencialmente. Spaulding também sugeriu que, após retornar, Travis deveria guardar sua primeira urina para ser testada.






Na segunda-feira, 10 de novembro, todos os outros membros do grupo de Rogers passaram por um teste com o polígrafo, administrados por Cy Gilson, funcionário do Departamento de Segurança Pública do Arizona. Seu questionário perguntava se algum dos homens fizera algum mal a Travis (ou sabia de alguém que o tivesse feito), se sabiam onde o corpo de Travis estava enterrado e se disseram a verdade sobre terem visto um OVNI. Todos os homens negaram ter ferido Travis (ou saberem de alguém que o tivesse feito), negaram saber onde seu corpo estava e insistiram que realmente viram um OVNI.


Exceto por Dallis (que não completara seu exame, tornando-o inválido), Gilson concluiu que todos os homens diziam a verdade e os resultados do exame foram conclusivos. O relatório oficial de Gilson dizia que "Os exames com o polígrafo provam que os cinco homens realmente viram um objeto que acreditam ser umOVNI e que Travis Walton não foi ferido nem morto por nenhum desses homens naquela quarta-feira." Se o OVNI fora uma brincadeira, pensava Gilson, "cinco desses homens não tinham nenhum conhecimento do fato."


Mais tarde, Dallis admitiu ter ocultado uma passagem pela polícia para conseguir o emprego com Rogers e, por medo de ter sua mentira revelada, abandonou o teste com o polígrafo.


Após os testes do polígrafo, o xerife Gillespie anunciou ter aceitado a história do OVNI, dizendo: "Não há dúvida de que estão dizendo a verdade."


Flake não se deixou persuadir. Em uma ocasião, apareceu na casa da sra. Kellet com uma equipe de televisão, esperando descobrir Travis escondido ali.






ouco antes da meia-noite de segunda-feira, 10 de novembro, Grant Neff relatou ter atendido o telefone de sua casa em Taylor, Arizona, a algumas milhas de Snowflake (Neff era casado com a irmã de Travis, Alison). O outro lado, uma voz tênue disse, "É Travis. Estou em uma cabine telefônica no posto de gasolina de Heber e preciso de ajuda. Vem me buscar."


Neff disse que, no início, pensou ser mais um trote. Contudo, antes que Neff desligasse o telefone, a pessoa falou novamente, quase histérica e gritando, "Sou eu, Grant... Estou ferido e preciso muito de ajuda. Vem logo me buscar." Neff reconsiderou a identidade da pessoa do outro lado da linha: seu pânico parecia genuíno e, assim, Neff e Duane Walton dirigiram até o posto de gasolina.


Eles disseram ter encontrado Travis lá, caído na segunda de três cabines telefônicas. Usava as mesmas roupas de quando desapareceu, ainda inadequadas, já que a temperatura era de aproximadamente -7 °C, parecia mais magro e não ter se barbeado durante o tempo em que esteve ausente.


Durante a viagem de volta a Snowflake, Travis parecia assustado, trêmulo e ansioso, balbuciando repetidamente sobre seres com olhos terríveis. Pensava que estivera ausente apenas por algumas horas. Quando soube que sumira por quase uma semana, pareceu atordoado e parou de falar.


Duane Walton disse que decidiu não revelar a volta de Travis imediatamente, preocupado com a condição aparentemente frágil de seu irmão. Por não avisar as autoridades, Duane seria acusado de cumplicidade na ocultação de indícios que ele e Travis poderiam não querer que a polícia visse.


Na casa de sua mãe, Travis disse que tomou banho e comeu, mas que não conseguia deixar de vomitar, mesmo após refeições leves. Como Spaulding sugerira, Duane disse a Travis para guardar uma amostra de sua primeira urina após o retorno.


Após receber informação de um funcionário da companhia telefônica aproximadamente às 2h30min, a polícia soube que alguém ligara para a família Neff de um telefone público no posto de gasolina de Heber. Gillespie enviou agentes para coletar impressões digitais das cabines, mas tanto quanto os agentes puderam perceber no escuro, nenhuma das impressões era de Travis. Esse fato seria notado por críticos que pensavam que todo o caso era um trote, enquanto os que defendem o caso alegaram que um exame de impressões digitais feito no escuro, nas primeiras horas da madrugada, por dois agentes usando lanternas, dificilmente seria o ideal, sequer suficiente.






Duane se lembrou da oferta de Spaulding de um exame médico confidencial. Sem avisar as autoridades do retorno de Travis, Duane o levou até Phoenix, Arizona, mais tarde na manhã de terça-feira, onde se encontraram com o dr. Lester Steward.


Os Walton relataram que ficaram desapontados ao saberem que Steward não era um médico, conforme Spaulding prometera, mas um hipnoterapeuta. Mais tarde, Spaulding e Steward informariam que os Walton permaneceram com eles por mais de duas horas, enquanto os Walton insistem que permaneceram no consultório de Steward por no máximo 45 minutos, a maioria deles ocupados em tentar determinar a natureza das qualificações de Steward. Mais tarde, o tempo exato passado no consultório de Steward se tornaria um problema para o caso.






Na tarde de terça-feira, o retorno de Travis vazou para o público. Duane recebeu um telefonema de Spaulding e disse a ele que não importunasse a família novamente.


Entre outros telefonemas à procura de notícias sobre o retorno de Travis, um veio de Coral Lorenzen, da APRO, um grupo civil de pesquisa de OVNIs. Coral prometeu a Duane que ela providenciaria que Travis fosse examinado por dois médicos, um clínico geral, Joseph Saults, e um pediatra, Howard Kandell, na casa de Duane. Duane concordou e o exame começou aproximadamente às 3h30min da tarde de terça-feira.


Entre o telefonema de Lorenzen e o exame do médico, outro personagem apareceria e complicaria enormemente a história. Lorenzen recebeu um telefonema de um funcionário do National Enquirer, um tabloide americano conhecido por seu tom sensacionalista. O funcionário do Enquirer prometeu financiar as investigações da APRO, em troca da cooperação da APRO "para ter acesso aos Walton". Uma vez que os recursos financeiros do Enquirer eram bem maiores que os da APRO, Lorenzen aceitou o acordo.


O exame médico revelou que Travis estava essencialmente em boas condições, mas que duas características incomuns foram notadas:


Um pequeno ponto vermelho na dobra do cotovelo direito de Travis, condizente com a picada de uma injeção, porém os médicos notaram que o ponto não estava próximo de nenhuma veia.


A análise da urina de Travis revelou uma falta de cetonas. Isso era incomum, já que Travis estivera ausente por cinco dias com muito pouca ou nenhuma comida, conforme insistia (e sua perda de peso sugeria), e seu corpo já deveria ter começado a consumir gorduras para sobreviver, elevando os níveis de cetonas na urina. Os críticos argumentariam que essa incoerência seria um indício contra a história de Travis.


Travis especularia mais tarde que a marca em seu cotovelo poderia ter sido contraída durante o trabalho com a madeira. Os críticos especulariam que a marca demonstrava que Travis (ou outra pessoa) injetara drogas em seu sistema. Os exames médicos, porém, não encontraram nenhum indício disso.


Quando o xerife Gillespie soube do retorno de Travis através da mídia, ficou furioso. Gillespie pensava ter demonstrado sua crença na história de OVNI com seu anúncio após os testes do polígrafo. Duane, contudo, ainda estava ressentido com o que acreditava ter sido um esforço apático das buscas por Travis.


Travis, então, contou a Gillespie o que acontecera durante os cinco dias em que estivera ausente. Foi a primeira vez em que contou o ocorrido a alguém, a não ser sua família e amigos mais chegados.






De acordo com Walton, ele foi abduzido pelo OVNI. Quando voltou a si, estava cheio de dores pelo corpo, num enorme mal-estar físico. Nos primeiros instantes não se atreveu a abrir os olhos, tal era a dor. Finalmente os abriu e começou a distinguir as primeiras formas. Percebeu que estava deitado sobre uma mesa e viu um retângulo no teto do qual saía uma luz difusa que iluminava a sala. Pensando estar num hospital e ainda com a visão debilitada, ele sentiu uma pressão no abdômen e percebeu que três figuras, provavelmente médicos, vestidos de vermelho, colocaram um estranho aparelho metálico na sua barriga.


Walton começava a achar estranha a cor das roupas dos "médicos" que o examinavam quando recuperou a visão abruptamente. Olhou então melhor e ficou chocado: não eram médicos que o observavam, mas sim pequenas criaturas com olhos escuros enormes! As suas cabeças eram desproporcionais em relação ao corpo e não apresentavam cabelos nem nariz ou orelhas salientes. As suas roupas eram constituídas por uma peça única, sem cintos nem qualquer tipo de adereços. "Pareciam com fetos", diria mais tarde.


Assustado, Walton levantou-se rapidamente da mesa empurrando uma das criaturas e fazendo o aparelho que estava na sua barriga cair no chão. Ele percebeu que os seres eram bem leves e fáceis de derrubar. No entanto, Walton ainda estava muito enfraquecido e não conseguiu se agüentar nas pernas, apoiando-se na mesa. Ao ver que as criaturas aproximavam-se para agarrá-lo, tentou então vencer a sua fraqueza, pondo-se de pé e agarrando um tubo transparente de cima da mesa. Tentou quebrar a parte de cima para poder ameaçar os seres, mas o objeto era inquebrável. Os seres faziam sinais de "não" ou "pare" para ele. Walton começou a gritar para as criaturas se afastarem. Depois de o encararem por alguns instantes, os seres saíram por uma porta atrás de si rapidamente, em direção a um corredor à direita. Walton, nervoso, e apoiando-se numa bancada, começou a observar os estranhos objetos do aposento à procura de algo melhor para se defender caso as criaturas voltassem.


Vendo que nada acontecia, decidiu também ele sair pela porta em direção ao corredor, onde não se via ninguém. Passou por uma porta à esquerda que dava para o que parecia ser uma sala, mas não se atreveu a olhar lá para dentro, tal era o medo. Mais à frente, outra porta, desta vez à direita. Walton abrandou o passo, na esperança de encontrar ali uma saída.


Entrou numa sala redonda com três retângulos nas paredes, semelhantes a três portas fechadas. No centro da sala estava uma cadeira voltada de costas para a entrada. Walton decidiu entrar devagar, receando que alguém estivesse sentado na cadeira. Vendo que estava desocupada, aproximou-se. Observou um estranho fenômeno: à medida que se aproximava da cadeira, as paredes da sala iam escurecendo. Pontos brilhantes apareciam, como estrelas. Quando chegou à cadeira, era como se as paredes tivessem ficado transparentes e ele pudesse ver o céu noturno. No braço esquerdo da cadeira ficava uma pequena alavanca e no direito um display luminoso com filas de botões coloridos. Pensando que um daqueles botões podia abrir alguma porta, Walton começou a apertá-los, sendo a única reação uma alteração dos ângulos e da posição das linhas que surgiam no display luminoso. Decidiu então sentar-se na cadeira, obviamente feita para alguém com um corpo menor que o seu. Pegando na alavanca à direita e pressionando-a para a frente, viu as estrelas todas moverem-se rapidamente para baixo, como se ele estivesse a conduzir a nave! Receoso de causar um acidente, de desviar o curso da nave e não saber voltar, decidiu não tocar em mais nada.


Voltando para a extremidade da sala, as paredes voltaram a ficar como estavam ao princípio e ele tentou encontrar algo que abrisse uma das três portas na parede, sem sucesso. Voltou à cadeira e novamente as paredes escureceram. De repente, Walton ficou surpreendido pelo que viu na porta de acesso: outro ser humano! O humanóide tinha uns 2m e vestia um capacete transparente; era musculoso, tinha cabelos loiros compridos e vestia uma roupa justa azul.


Walton correu até ele e começou a fazer várias perguntas, mas o homem manteve-se calado. Depois, agarrou Walton pelo braço. Ele achou que o homem não respondeu nada por causa do seu capacete e pensou que ele o levaria para um lugar onde ele poderia tirar o capacete e conversar.


Eles caminharam até uma porta que descia uma rampa para fora. Ao descer a rampa, Travis percebeu que tinha saído do que parecia o mesmo OVNI que o tinha pego. Do lado de fora ele se viu em um lugar que parecia um grande hangar com outras naves parecida com a que o capturou.


Eles finalmente foram a uma outra sala, onde Walton viu uma mulher e dois homens sentados. Eles estavam vestidos iguais ao ser que o acompanhava e como ele tinham feições e corpo perfeitos. A mulher tinha um cabelo mais comprido do que os dos homens. Eles não usavam capacetes.


Walton chegou a perguntar "onde diabos estava". Os seres somente olharam para ele com uma expressão serena. O ser que estava de capacete sentou Walton numa cadeira e saiu da sala.


Walton continuava a falar, e a mulher e um dos homens pegaram seus braços e colocaram numa mesa próxima, mas ainda com aquela expressão de compaixão e serenidade. Ele viu que eles não iriam responder a nada e então começou a gritar com eles. A mulher pegou um objeto que parecia uma máscara de oxigênio, mas sem tubo, e colocou no nariz e boca de Walton que perdeu a consciência e só acordou quando estava deitado perto de uma rua em Heber. Ao acordar, ele ainda pôde ver o objeto se distanciando.






Nesse meio tempo, Spaulding anunciara à imprensa que ele e o "doutor" Steward haviam entrevistado Walton por duas horas e descobriram incoerências no relato de Walton que iriam "acabar com a história". O Phoenix Gazette publicou uma história sobre Steward, relatando suas alegações de que "os Walton temiam a revelação" de uma mentira cuidadosamente fabricada.


O xerife Gillespie providenciou um teste de polígrafo, mas quando a realização do teste vazou para a imprensa, Duane o cancelou, acreditando que Gillespie quebrara sua promessa de manter o teste em segredo. Posteriormente, Gillespie insistiria em que não falara uma palavra sobre o teste do polígrafo e que o caso se tornara sensacionalista demais para que qualquer coisa fosse mantida em segredo por muito tempo.


O National Enquirer queria que Travis se submetesse ao polígrafo o mais rápido possível e providenciou um, após Duane insistir que ele e Travis teriam o poder de vetar qualquer divulgação pública dos resultados do teste. Alguém poderia crer que Travis estava por demais perturbado para se submeter ao polígrafo, mas o examinador, John J. McCarthy, do Laboratório Poligráfico do Arizona, disse que poderia levar o estado de nervosismo de Travis em consideração.


Ao entrevistar Travis antes do início do teste, McCarthy conseguiu que Travis admitisse duas coisas: primeiro, que já fumara maconha algumas vezes, embora não usasse a droga regularmente, e segundo, que ele e o irmão mais novo de Mike Rogers haviam fraudado cheques alguns anos antes, alterando folhas de pagamentos. Esse era seu único caso sério com a lei – Travis cumprira dois anos em condicional, sem outros incidentes – mas Travis continuou profundamente embaraçado pelo episódio da fraude de cheques. Em certa ocasião, ele alegou ter sido preso pelo crime, quando na verdade passou dois anos em condicional por ser réu primário.


McCarthy, então, administrou o teste do polígrafo, que permanece envolto em controvérsias. Travis diz que McCarthy se comportou de maneira não profissional, enquanto McCarthy insiste que Travis, além de não passar no teste, tentou fraudá-lo. Em determinado ponto, diz Travis, McCarthy perguntou se Travis estava em "conluio" com alguém para perpetrar um trote. Travis disse não estar familiarizado com a palavra e, segundo ele, McCarthy respondeu de maneira incisiva e agressiva que conluio era planejar ou conspirar com outra pessoa, como Travis fizera para roubar e fraudar os cheques de pagamento.


Após concluir o exame, McCarthy determinou que Travis estava mentindo. Clark transcreve do relatório oficial de McCarthy: "Baseado em suas reações em todos os gráficos, é opinião deste examinador que Walton, em acordo com outros, está tentando perpetrar um trote sobre OVNIs e que não esteve em nenhuma nave espacial." Mais tarde, McCarthy declararia que "algumas vezes Travis prendia a respiração, num esforço para enganar a máquina".


Os Walton, a APRO e o National Enquirer concordaram, então, em manter os resultados desse teste em segredo, devido em grande parte, insistiam, às dúvidas sobre os métodos e a objetividade de McCarthy. Oito meses depois, quando o público soube dessa decisão, houve mais acusações de engodo e encobrimento. Posteriormente, Travis se submeteria a dois exames poligráficos adicionais e passaria em ambos, embora os resultados omitidos do primeiro teste permanecessem como uma nódoa e fossem mencionados em quase todas as discussões do caso e o sejam até o hoje.


Quando o ocorrido no teste poligráfico omitido foi tornado público, muitos dos que consideravam a história de Travis verdadeira (ou pelo menos que ele pensava estar falando a verdade), passaram a ver o caso com um olhar mais cético. Travis, Duane e os membros da APRO alegaram que McCarthy fora parcial e fizera a Travis perguntas embaraçosas e irrelevantes, num esforço para criar condições turbulentas que produzissem, mais provavelmente, um resultado negativo. As opiniões de renomados especialistas em polígrafos estavam divididas sobre a adequação do exame conduzido por McCarthy: Harry Reed acreditava na validade do exame feito por McCarthy, enquanto o psicólogo David Raskin da Universidade de Utah declarou que o método de McCarthy estava "defasado em mais de 30 anos".


Philip J. Klass, jornalista de aviação por profissão, mas também conhecido antagonista de histórias de OVNIs, lançou uma crítica conjunta e constante contra as alegações de Travis, alegando especialmente que havia forte motivo financeiro para todo o caso. Segundo Klass, Rogers sabia que não conseguiria concluir seu contrato com o Serviço Florestal e engendrou um esquema para invocar a cláusula de Caso Fortuito do contrato, rescindindo-o, dessa forma, sem inadimplência. Outros argumentaram contra essa ideia, notando que a inadimplência do contrato com o Serviço Florestal não era necessariamente a catástrofe que Klass queria fazer parecer: Rogers já havia deixado de concluir dois de seus muitos contratos anteriores com o Serviço Florestal e, ainda assim, fora contratado novamente, sem prejuízo aparente. Além disso, apesar de sua ansiedade com o contrato, Rogers nunca invocou, nem tentou invocar, a cláusula de Caso Fortuito após o desaparecimento de Travis.


Klass e outros também notaram que o programa O Incidente do OVNI fora transmitido pela NBC apenas algumas semanas antes do desaparecimento de Travis. Esse filme feito para a televisão era um relato ficcional baseado na abdução dos Hill, o primeiro caso amplamente publicado de abdução por alienígenas. Klass e outros especularam que Walton se inspirara no programa. Walton negou ter assistido o filme, mas Klass afirma que Mike Rogers assistiu pelo menos parte do programa. Clark argumenta que o relato de Walton de seu tempo no OVNI é bem diferente do relato dos Hill e, além disso, "não havia grande similaridade entre o caso de Walton e nenhuma outra narrativa de abdução" discutida publicamente em novembro de 1975.